INTRODUÇÃO

Pedrinhas e Cedovém são dois Lugares à beira mar, situados entre Ofir e a Apúlia, no concelho de Esposende - PORTUGAL.

Localizam-se num lugar calmo em cima do areal, onde pode almoçar e jantar com uma gastronomia típica local e poder usufruir de uma paisagem natural marítima Atlântica a uma temperatura do Litoral do Sul da Europa .
Onde construções CELTAS desabrocham de fundações milenares, que resulta uma relação de interligação com a paisagem. Os caminhos e os percursos de acesso ainda se encontram em areia e criam uma composição que conjuga de forma perfeita entre a topografia e época das construções, o que dá um cunho único ao Lugar. Se estivermos acompanhados com alguém especial, imediatamente nos apaixonamos e nunca mais conseguimos cortar o "cordão umbilical" com este LUGAR cheio de magia e de uma beleza natural única.

domingo, 28 de novembro de 2010

Esposende: Donos das 196 casas que podem ser demolidas pelo Polis...

Correio do Minho
... não concordam “com o destino traçado para as Pedrinhas e Cedovém” e apresentaram um plano alternativo, que melhor concilia os interesses em presença”. ...

sábado, 27 de novembro de 2010

Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Esposende,

Ex.mo  Senhor Presidente da Câmara Municipal de Esposende,

Tivemos oportunidade de ler, atentamente, o comunicado que V.ª Ex.ª fez publicar no site na Câmara Municipal que preside e, quanto ao mesmo, gostaríamos de notar o seguinte:



1.- Quanto à capa:

Talvez por não sermos políticos não estamos formatados para prestar atenção aos pormenores e, muito menos, para atribuir-lhes um qualquer significado.


Somos gente simples, transparente, espontânea e que, até por isso, comete erros: levamos o nosso projecto impresso em folhas soltas, a capa da Câmara apareceu à mão e serviu para reuni-las. Tão só! Mas tem toda a razão: foi um lapso lamentável da nossa parte, do qual nos penitenciamos, até porque é, para nós, ponto de honra demarcar o nosso plano de qualquer cor política ou associa-lo a qualquer entidade pública.


O nosso plano é do povo e para o povo e, como bem anota, o nosso gesto – embora incauto- poderia colocar em crise a independência e isenção da nossa proposta. Estamos, porém, convictos que qualquer abordagem, ainda que perfunctória, à exposição introdutória que acompanha o plano afastará, rotundamente, qualquer conexão da nossa proposta aos desígnios camarários, aliás, claramente assumidos no comunicado que V.ª Ex.a fez publicar.


Mas para que não restem dúvidas, reiteramos que o Plano é nosso- dos proprietários das construções, dos arrendatários, dos pescadores, dos utentes da praia, dos defensores do património histórico, arquitectónico e cultural-, é de todos mas não é, seguramente, o plano da Câmara Municipal de Esposende.


2.-Quanto à “intoxicação” da opinião pública:


Não temos a pretensão de mobilizar quem quer que seja.


Não agimos para a opinião pública.


A nossa pretensão é clara: não concordamos com o destino traçado para as Pedrinhas e Cedovém e apresentamos um plano alternativo, coerente com os objectivos da Polis e que melhor concilia os interesses em presença.


A nossa atitude é, e sempre foi, pró-activa, construtiva, dialogante. Nem sempre, é certo, tivemos o seu reflexo nos nossos interlocutores, mas isso nunca alterou a nossa forma de estar.


Discordamos, fundadamente, do plano de execução que a Polis se propõe implementar, apresentando soluções alternativas.


Somos coerentes no nosso discurso, nos meios pelos quais os veiculamos e nos objectivos que visamos alcançar.


Unimos esforços e vontades, estudamos, trabalhamos e concebemos uma proposta concreta, sustentável e exequível.


Não nos limitamos a criticar.


Não somos do contra.


Sabemos que esta forma de actuar é algo insólita, mas associá-la a qualquer estratégia de intoxicação é desvirtuar o sentir do povo que a concebeu .


Estamos convictos que a participação de todos nos destinos das Pedrinhas e Cedovém é salutar e profícuo.


Estamos dispostos a ouvir, e aspiramos a ser ouvidos.


Só isso, sem estratégias ou toxicidades.


3- No demais:


Congratulamo-nos pela posição assumida pela Câmara Municipal de Esposende quanto à situação de Cedovém, aliás, em alguns aspectos, consentânea com a solução que apresentamos.


Quiçá, num golpe derradeiro para a “especulação” e “desinformação”, devesse ser dito claramente aos pescadores e aos proprietários em que consiste “o previsto no Plano de Ordenamento da Orla Costeira”.


Pena, também, que a aldeia histórica das Pedrinhas não tenha sido notada.


Em todo o caso, Senhor Presidente, da nossa parte nada foi ou será “dito em contrário”, até porque só agora, por via do comunicado a que nos referimos, ficamos cientes da concreta posição assumida pela Câmara Municipal de Esposende no actual estado do projecto.


Com os melhores cumprimentos,


José Godinho

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Presidente da Associação dos Baldios de Apúlia constata - 2º Encontro da Polis Litoral Norte

A intervenção da Polis a realizar versa curiosamente sobre um espaço onde se inserem aqueles moinhos que aparecem na primeira página do 2.º Encontro do Litoral Norte.
Neste espaço de Cedovém e Pedrinhas, existe um património cultural e natural, quer material quer imaterial, que tem a marca indelével da interacção do meio envolvente com as populações que aqui se fixaram, matizada de circunstâncias de natureza histórica, culturais e antropológicas, que traduzem um processo evolutivo e interactivo, no espaço e no tempo.
Na verdade, existe um vasto património cultural e natural, riquíssimo e invulgar, que urge preservar e valorizar, nomeadamente tudo aquilo que se relaciona com a actividade agro-marítima, antiquíssima actividade praticada neste espaço, quer ao nível dos apetrechos e utensílios utilizados (galhapão, graveta, arrastão, carrela, gancha, foicinhão), quer das embarcações onde se destaca o barco denominado “fundo de prato”: trata-se de um tipo de barco utilizado essencialmente para apanha de algas e que apenas existe (ainda restam alguns exemplares) entre Apúlia e Fão, quer ao nível das metodologias, usos e costumes de trabalho (a semarcada, as danças e cantares, a globalidade dos ciclos do sargaço e do pilado, que vai da sua apanha à sua utilização como fertilizantes dos campos agrícolas, denominadamente nas masseiras), bem como dos trajes (a branqueta e o sueste do sargaceiro).
As construções de pedra, em forma de barco, existentes naquele espaço além de servirem de abrigo e arrecadação de barcos e apetrechos de apanha de sargaço e de pesca, por vezes também serviam de residência sazonal a pescadores e sargaceiros.
Recorde-se que a estas construções se refere a escritura de aforamento e remissão do areal baldio de Cedovém e Pedrinhas, datada de 20 de Outubro de 1877.
Estas apresentam-se basicamente sob dois tipos: umas alinhadas em arruamentos rectilíneos, outras com uma forma peculiar, arredondada, que merecem uma menção especial, uma vez que correspondem, tudo o indica, à forma mais antiga ali existente. Estas últimas construções circulares foram pela primeira vez estudadas em profundidade por Jorge Dias, que a elas se refere em vários trabalhos.
Constituem tais construções um padrão cultural local, harmonizando-se com a paisagem envolvente que reconstroem, volvendo-se em património cultural único no país e, segundo cremos, no mundo. Veja-se, a título de mero exemplo, a alusão que a estas construções efectuou o Arquitecto Aldo Rossi, na sua intervenção no Seminário que decorreu em Vila do Conde em 1992, sob o tema “Património edificado e os planos directores municipais”. Nesta intervenção o citado e renomado Arquitecto aludiu a estas construções como exemplares únicos no mundo, pugnando, energicamente, pela sua riqueza cultural e pela importância da sua preservação.
Sobre este espaço escreveu o poeta vianense Pedro Homem de Melo, em 1973, a propósito da revolta da população de Apúlia contra alguns actos de apossamento de terrenos baldios em Cedovém e Pedrinhas, o seguinte:

A P Ú L I A


Ó praia azul, das mãos de El-Rei herdada
Quem te roubar não deu à Pátria ouvidos.
E os filhos dela, em branca revoada,
Exigem os espólios devolvidos.


Nestas paragens há bezerros de oiro
Que, em vão, procuram ébrios, ajoelhados.
O povo, aqui, é principesco e loiro
E guarda o culto dos antepassados.


Apúlia eterna ! Apúlia independente !
Muro a deter toda a invasão secreta.
Não sou ninguém, mas sou alguém que sente
Em vós, Irmãos, minha alma de Poeta.


Deixem-nos, sós, viver livres, ao menos,
Se deram vida (a sua vida !) ao mar.


Ai ! Sargaceiros já não têm terrenos
Onde os seus barcos possam descansar !


PEDRO HOMEM DE MELO
(Junho de 1973)

Quem irá agora escrever sobre o autentico atentado que, tudo o indica, se pretende – a Polis Litoral Norte - efectuar, de forma cega e irreversível, destruindo Cedovém e Pedrinhas, todo um cenário e toda uma vivência ancestral, que marcam a nossa diferença e nos confere a nossa identidade.

Dr. Sérgio Barbosa

População de Esposende contra demolição...

Lusa, PÚBLICO


O grupo, a que se juntam outros cidadãos da praia da Apúlia, lançou uma petição na Internet na qual sustenta que o Plano Estratégico de Intervenção do Polis ...

"Acabar aqui com pesca é dar início a uma guerra civil"

JN
Esposende População de Apúlia contra demolições

"Segundo o grupo de proprietários que entregou o dossiê à ministra, ... os proprietários pretendem fazer, dinamizando cultural e turisticamente a localidade. Ao grupo, a ministra do Ambiente disse que o caso será analisado, acrescentando que "ninguém está aqui para criar dificuldades às populações". Segundo Dulce Pássaro, o projecto foi desenvolvido para "promover o bem público e, sempre que possível, o interesse dos privados".

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Proprietários recorrem à ministra...

Correio do Minho
O presidente da sociedade Polis Litoral Norte admitiu ontem que está prevista a demolição da “esmagadora maioria” das cerca de 250 construções existentes na costa da Apúlia, Esposende, mas os proprietários exigem a preservação daquele “património único”.


“Aquelas casas não foram construídas em cima das dunas. Estavam fora da praia, a uns 200 metros”, sublinhou, lembrando que se agora as construções estão em cima da praia “a culpa é do Estado, que até já foi condenado” por isso.

2º Encontro do Litoral: Moradores da Apúlia levaram à Ministra

Rádio Geice
2º Encontro do Litoral: Moradores da Apúlia levaram à Ministra do ...


A abertura do 2º Encontro do Litoral, promovido pela sociedade Polis Litoral Norte, ... De acordo com a sociedade Polis Litoral Norte estão identificadas, ...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Muito obrigada Sr.a Ministra ...

No decorrer deste 2º Encontro da POLIS LITORAL NORTE, representantes do Lugar das Pedrinhas e de Cedovém entregaram o PLANO A à Sr.ª Ministra.

A pedido de muitos, subscrevemos:
O Lugar das Pedrinhas como Cedovém vêm publicamente agradecer à Eng.ª Dulce Álvaro Pássaro - Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, a recepção do PLANO Alternativo ao Plano de Execução da Polis Litoral Norte, para ser analisado e substituir o Plano que a Polis tem para estes dois Lugares.

sábado, 20 de novembro de 2010

Apresentação do PLANO A na Apúlia


Na sequência da reunião decorrida em Cedovém no dia 13 de Novembro, onde estiveram presentes pescadores, representantes do ramo da restauração e moradores de Cedovém, foi apresentado ontem no dia 19 de Novembro, na Junta de Freguesia da Apúlia, com a presença do Sr. Presidente de Junta, Sr. Manuel Barros; o Presidente da Assembleia de Freguesia, Manuel Melo; o Prof. Dr. Etnólogo Álvaro Campelo; o Presidente da Associação dos Baldios de Apúlia, Dr. Sérgio Barbosa; Laurentina Torres da GSCPA; proprietários e pescadores de Cedovém e Pedrinhas, houve uma apresentação visual do Plano A.

O Plano A é um plano que tem sido feito em consonância de todos e para todos, o qual foi recebido ontem com muita satisfação e  entusiasmo o que prova que este Plano vai ao encontro das expectativas de todos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

2º Encontro do Litoral Norte - Galiza

Vai-se realizar o 2º Encontro do Litoral Norte - Galiza em Viana do Castelo, no auditório de Santiago da Barra, no dia da Greve Geral 24 e 25 de Novembro de 2010, onde a participação é gratuita, mediante inscrição prévia.
Organização
Polis Litoral Norte:
Informações e Inscrições:
encontro@polislitoralnorte.pt
Tel.: 258 098 415

Dia 24 (Dia da Greve Geral)
Vão estar presentes na Sessão de Abertura:
• Eng. Dulce Álvaro Pássaro - Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território
• Prof. António Guerreiro de Brito - Presidente do CA da Sociedade Polis Litoral Norte / ARH do Norte I.P.
• Dra. Júlia Paula - Presidente Câmara Municipal de Caminha
• Eng. José Maria Costa - Presidente Câmara Municipal de Viana do Castelo
• Dr. João Cepa - Presidente Câmara Municipal de Esposende
• Dr. Lagido Domingos - Director do Departamento
de Gestão de Áreas Classificadas (DGAC) Norte do ICNB. I.P.

Entre as 10:30 e as 12:30 o Eng. Vitor Lopes - da Estereofoto S.A. vai falar no Projecto de Expropriações de Pedrinhas/Cédovem/Apúlia

Dia 25
O encerramento 
 • Dra. Fernanda do Carmo, Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades
• Eng. Pinto Leite, Coordenador Nacional do Programa Polis
• Prof. António Guerreiro de Brito, Presidente do CA da Sociedade Polis Litoral Norte / ARH do Norte I.P.
• Eng. José Maria Costa, Presidente Câmara Municipal de Viana do Castelo

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Golfinho deu à costa na praia de Ofir.

Correio do Minho, por Miguel Viana
Correio da Manhã por A.I.F.

"Um golfinho adulto foi encontrado vivo, ontem de manhã, na praia de Ofir, em Esposende.
O animal foi avistado por pessoas que estavam no areal e que deram o alerta para os Bombeiros Voluntários de Fão (BVF), por volta das 8.15 horas..."