INTRODUÇÃO

Pedrinhas e Cedovém são dois Lugares à beira mar, situados entre Ofir e a Apúlia, no concelho de Esposende - PORTUGAL.

Localizam-se num lugar calmo em cima do areal, onde pode almoçar e jantar com uma gastronomia típica local e poder usufruir de uma paisagem natural marítima Atlântica a uma temperatura do Litoral do Sul da Europa .
Onde construções CELTAS desabrocham de fundações milenares, que resulta uma relação de interligação com a paisagem. Os caminhos e os percursos de acesso ainda se encontram em areia e criam uma composição que conjuga de forma perfeita entre a topografia e época das construções, o que dá um cunho único ao Lugar. Se estivermos acompanhados com alguém especial, imediatamente nos apaixonamos e nunca mais conseguimos cortar o "cordão umbilical" com este LUGAR cheio de magia e de uma beleza natural única.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Estas são as melhores praias de Portugal para este Verão 2014


Este é o titulo da revista visão depois de terem percorrido a costa de norte a sul de Portugal e de terem eleito as 23 melhores praias portuguesas e do sudoeste da Europa.
Do concelho de Esposende a única praia que a revista Visão fala é a praia da Apúlia, colocando-a em décima quarta posição.

14. APÚLIA
"Já não há sargaceiros como antigamente, colorindo a praia com os seus casacos compridos de abas largas e galhapão nas mãos. Mas ao areal continuam a chegar as algas marinhas que alguns ainda recolhem para "temperar" as terras. Falar da Apúlia é também invocar os moinhos que pontuam a paisagem em cima das dunas. Apesar de sempre bafejada pela força do vento, aos primeiros raios de sol, a Apúlia enche-se de gente. Na marginal, os bancos são poucos para tanta procura e por ali não falta o cheiro a peixe e marisco na brasa."
Miguel Judas, Andreia Fernandes Silva e João Pacheco (textos)

domingo, 29 de junho de 2014

Praia de Ofir (Esposende) reabriu após reposição de areia

A primeira fase da empreitada de reforço do sistema dunar e protecção da linha de costa na praia de Ofir, em Esposende, nomeadamente na área concessionada, ficou nesta sexta-feira concluída, informou a Polis Litoral Norte.
Em comunicado, aquela sociedade acrescenta que aquela intervenção foi efectuada devido ao “desaparecimento generalizado” de areias na praia de Ofir, consequência das intempéries do último inverno.
Essa situação obrigou a uma “intervenção de emergência”, para garantir as condições de segurança na zona, já na actual época balnear, com a recarga de areias na praia, através da ripagem da zona entre marés, repondo assim o perfil natural da praia.



A Polis sublinha que conseguiu que a conclusão dos trabalhos naquela área da praia fosse antecipada face ao prazo inicialmente previsto, “permitindo aos concessionários retomar a sua actividade com plena normalidade”.
Os restantes trabalhos da empreitada prosseguirão nos próximos dias, na área a norte da praia concessionada, prevendo-se a sua conclusão a 2 de Julho.
De sublinhar que esta intervenção, com um carácter de urgência, dado o risco ambiental e social da situação, antecipa uma segunda fase, cujo projecto está a ser elaborado para que a empreitada decorra após a época balnear, mais global e definitiva, enquadrada numa estratégia de reforço dos sistemas dunares, arribas e outros elementos da linha de costa, com vista à preservação dos ecossistemas naturais, e protecção de pessoas e bens”, refere ainda o comunicado.

O investimento é de um milhão de euros, financiado pelo Programa Operacional Temático de Valorização do Território em 85% e pelo Estado português em 15%.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Paulo Lemos garante que obras na praia de Ofir ficam concluídas na sexta-feira


O secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos, assegurou hoje que as primeiras obras na praia de Ofir, em Esposende, para criar condições mínimas para a época balnear estarão concluídas na sexta-feira.
"A informação que eu tenho é que as obras em Ofir acabam na sexta-feira", disse Paulo Lemos, em Caminha, onde visitou as intervenções na praia de Moledo e em Vila Praia de Âncora.
Fustigada pelo mau tempo do último inverno, a praia de Ofir, mesmo junto às três torres de apartamentos, ficou praticamente sem areal, além de o passadiço de acesso ter sido destruído.
As obras em curso passam pela criação de um acesso provisório e pela ripagem das areias, reconstituindo assim parte do areal que o mar engoliu.
Neste momento, e apesar de a época balnear ter começado a 15 de junho, a praia, entre o molhe sul e a torre mais a norte, está fechada para obras, com o areal preenchido por máquinas e camiões, uma situação que já motivou protestos de concessionários e veraneantes.
Para reforço do sistema dunar e proteção da linha de costa da praia, onde se situam as três torres de apartamentos, vão ser investidos 1,2 milhões de euros.
Segundo a sociedade Polis Litoral Norte, "a obra mais pesada será feita a partir de setembro", depois de terminada a época balnear.

No último inverno, aquelas três torres, com um total de cerca de 200 apartamentos, foram ameaçadas pelas marés vivas, já que a água ficou a escassos metros de distância.
A praia de Ofir foi contemplada com a bandeira azul da Europa, mas, para já, o mastro continua vazio, à espera que estejam reunidas as condições para hastear aquele galardão.

domingo, 22 de junho de 2014

Camara Municipal de Esposende - vem a público lavar as mãos - Intervenção na praia de Ofir


«ESPOSENDE – Face às notícias que têm vindo a público na comunicação social, nos últimos dias, relativas à intervenção da Praia de Ofir, em Fão, a Câmara Municipal vem esclarecer o seguinte:
aconselhamos a ler o artigo do website dos fangueiros no mundo)

- A obra em causa é da responsabilidade da Sociedade Polis Litoral Norte, que encetou todas as diligências com vista à execução do projeto;

- A empreitada compreende duas fases, a primeira das quais teve início no passado dia 16 de junho, e que se traduz no reperfilamento da praia. Para tal está a ser feita a ripagem de areias, operação que consiste em movimentar as areias para a zona superior da praia, reconstituindo um perfil próximo dos perfis naturais existentes. Prevê-se que esta primeira fase do projeto esteja concluída no final do mês de Junho;

- A segunda fase da intervenção, a executar após o término da época balnear, traduzir-se-á na reposição da defesa aderente existente que tem um parâmetro exposto em blocos de enrocamento, no reforço da escada de betão de acesso à praia, que ficou descalçada, na demolição e remoção de um muro de suporte da plataforma, em betão, e de um muro que colapsaram, incluindo também a construção de um novo muro de suporte e a recuperação e repavimentação da praceta na área afetada. Prevê-se, ainda, o reperfilamento de areia na praia, reconstituindo novamente um perfil próximo dos perfis naturais existentes;

- Apesar de todos os esforços e diligências para iniciar a primeira fase da intervenção antes do início da presente época balnear, tal não foi possível por razões que se prendem com os procedimentos legais inerentes a uma intervenção deste cariz, nomeadamente elaboração do projeto, candidaturas, concursos e escolha de propostas, que implicam o cumprimento de prazos;

- Consciente destes condicionantes, em devido tempo, o Município reuniu com os concessionários da Praia de Ofir e com a Capitania do Porto de Viana do Castelo, no sentido de definir a organização da praia, tendo ficado acordadas as áreas para instalação de barracas, com a plena garantia de segurança;

- A Câmara Municipal não pode, pois, deixar de estranhar algumas declarações veiculadas no comunicação social, dando conta do desagrado de um concessionário, que estava a par destes procedimentos;

- Não pode a Autarquia também deixar de lamentar que, ao invés de manifestar preocupação em sensibilizar a população para a problemática da erosão costeira e para a premência desta intervenção, no sentido de garantir o usufruto pleno da praia, determinadas pessoas estejam mais interessadas em incendiar a opinião pública e retirar daí aproveitamento político.»

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Praia de Ofir fechada para obras, veraneantes e concessionários criticam


A época balnear em Esposende abriu oficialmente no domingo, mas a praia de Ofir está “fechada para obras”, com o areal invadido por camiões e maquinaria pesada, uma situação criticada por veraneantes e concessionários mas considerada “inultrapassável” pelas autoridades.
Já podíamos estar a facturar e não facturamos. Deviam ter preparado isto mais cedo e fazer umas obras em condições”, queixou-se João Miguel, concessionário da praia.
Com o areal cheio de máquinas e camiões, as barracas ainda estão por montar e o bar de João Miguel continua por abrir.

Dizem-nos que, em princípio, até ao final desta semana isto estará pronto. Esperamos que sim, porque se nós estamos aqui é para trabalhar”, acrescentou o concessionário.


Fustigada pelo mau tempo do último inverno, a praia de Ofir, mesmo junto às três torres de apartamentos, ficou praticamente sem areal, além de ver o passadiço de acesso destruído.
Neste momento, a praia, entre o molhe sul e a torre mais a norte, está interditada.
O acesso ainda não foi reposto e decorrem as obras de ripagem de areia, um processo pelo qual é extraída areia da água para ser colocada no areal.

Antes do final deste mês, estas primeiras intervenções estarão prontas, para que os veraneantes possam usufruir da praia em condições de segurança”, disse à Lusa o presidente do Conselho de Administração da sociedade Polis Litoral Norte.

Pimenta Machado disse entender os protestos de veraneantes e concessionários, mas lembrou que estas intervenções, financiadas por fundos comunitários, têm prazos e procedimentos concursais “inultrapassáveis”.

Projectos, candidaturas, concursos, escolha de propostas, tudo isso tem os seus prazos e um conjunto de regras de transparência muito exigentes”, sublinhou.
O PCP de Esposende já criticou a realização desta intervenção em plena época balnear, que diz configurar falta de planeamento e desrespeito pelas pessoas.

As populações não foram informadas, tudo assume a feição de desnorte, falta de rumo, falta de planeamento, falta de respeito pelas pessoas”, refere o PCP, em comunicado, criticando ainda a “passividade” da Câmara.

A Lusa contactou a Câmara de Esposende, que se escusou a qualquer comentário.
Em Ofir, para reforço do sistema dunar e protecção da linha de costa da praia de Ofir, onde se situam as três torres de apartamentos, o Polis Litoral Norte vai investir 1,2 milhões de euros.

Segundo Pimenta Machado, “a obra mais pesada, estruturante, será feita a partir de Setembro”, depois de terminada a época balnear.
No último inverno, aquelas três torres, com um total de cerca de 200 apartamentos, foram ameaçadas pelas marés vivas, já que a água ficou a escassos metros de distância.
A praia de Ofir foi contemplada com a bandeira azul da Europa, mas, para já, o mastro continua "despido", à espera que estão reunidas as condições para hastear aquele galardão.

Blogue das Pedrinhas & Cedovém com PÚBLICO

PSD de Viana acusa Câmara de “incumprimento” na Polis Litoral Norte


A autorização aprovada pela maioria socialista na autarquia vai ainda ser submetida à apreciação da Assembleia Municipal, cuja sessão ordinária está prevista para o final do mês
Os vereadores do PSD na Câmara de Viana do Castelo acusaram hoje a maioria socialista na autarquia de "incumprimento de dois milhões de euros na realização do capital social da Polis Litoral Norte".
A posição, assumida em comunicado pela bancada social-democrata, surge na sequência da aprovação, pela maioria socialista, na última reunião do executivo, da "autorização para o pagamento de dois milhões de euros em falta no capital social da Polis Litoral Norte".
"O PSD não pode deixar de manifestar surpresa e uma profunda inquietação pela situação financeira da autarquia, bem patente na incapacidade de realizar o capital social em falta numa sua participada", lê-se no comunicado.
Os vereadores da oposição ao executivo socialista dizem que "Viana do Castelo está em falta para com os restantes acionistas da sociedade, nomeadamente os concelhos vizinhos de Caminha e Esposende e em última análise para com o Estado e os restantes portugueses".
Criada em 2009 a sociedade Polis do Litoral Norte prevê obras de reabilitação numa faixa costeira de 50 quilómetros nos concelhos de Viana do Castelo, Esposende e Caminha.
Além de "não cumprir os seus compromissos", os vereadores do PSD acusam ainda o executivo de "estar a hipotecar receitas do orçamento de 2015" para pagamento da "dívida" no capital social da sociedade.
Questionado hoje pela Lusa, o autarca José Maria Costa explicou que "só agora se propõe a subscrição do capital social da Polis Litoral Norte para 2015 porque só a partir de maio é que tem sido aprovadas candidaturas ao Programa Operacional Regional do Norte (ON2) e ao Programa Operacional Temático de Valorização do Território (POVT), as mesmas que garantem a execução dos projetos até junho de 2015".
"Não fazia, por isso, sentido estar a adiantar capital social para obras que não se sabia se iam ser levadas a cabo e isso só agora tem confirmação", avançou o autarca socialista.
Explicou que "desde 2009 já foi realizado capital no valor de 2,3 milhões de euros". Acrescentou que o "capital social comprometido em custos estruturais e de gestão estão garantidos até março de 2015".
"O município de Viana do Castelo o que fez foi cumprir religiosamente o que está previsto já que tem capital social até ao fim do ano, reservando-se o direito de subscrever capital das ações quando estiverem aprovadas e contratadas", sublinhou.

Do conselho de administração daquela sociedade, além dos organismos públicos em representação do Estado, fazem parte os três municípios abrangidos.
"Lamentamos que o deputado Eduardo Teixeira, que de 15 em 15 dias faz de vereador da Câmara de Viana, não entenda duas coisas: o que é reprogramação física e financeira de programas com três municípios e com o Estado e que, estando no lugar que ocupa onde tem informação, continue a não perceber a diferença entre intenção de investimento e compromisso financeiro e dívida" rematou o autarca.
A autorização aprovada pela maioria socialista na autarquia vai ainda ser submetida à apreciação da Assembleia Municipal, cuja sessão ordinária está prevista para o final do mês.


terça-feira, 17 de junho de 2014

Festa da sardinha no próximo fim-de-semana em Cedovém - Esposende - Portugal - Europa


No próximo fim-de-semana decorre a terceira edição da Festa da Sardinha em Cedovém, na Apúlia. Trata-se de um evento gastronómico que se iniciará no dia 21 e se prolongará até dia 24 de Junho e em que a Sardinha será rainha. Pretende-se com este acontecimento valorizar e identificar Cedovém e por conseguinte Apúlia como zona de excelência para o consumo de peixe fresco. Os quatros dias do evento, em que as zonas da restauração passarão para a via publica, serão animados por musica ao vivo e actuações do Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia e da Marcha Luminosa do Senhor Bom Jesus de Fão. São seis os Restaurantes da zona de Cedovém que participam nesta iniciativa apoiada pela Junta da União de Freguesias de Apúlia e Fão.


Depois ou antes da gastronomia poderão ver os barcos de pedra, que são as casasbarco mais antigas do Mundo Ocidental, e até ir à praia, mas com cuidado, pois agora existem falésias. Com a construção dos esporões pelas entidades competentes e com este inverno rigoroso, desmoronou-se o enroncamento de proteção da costa, o que resultou uma enorme erosão da costa litoral . A base da duna foi "comida", e  surgiu uma falésia escarpada instável, onde a probabilidade de desmoronamento é enorme.

Fica aqui registado o alerta



terça-feira, 3 de junho de 2014

Terrenos no litoral de Portugal "não têm o direito" de uso privativo

O ministro do Ambiente e do Ordenamento Território, Jorge Moreira da Silva, sublinhou hoje que os privados titulares de terrenos no litoral "não têm o direito de utilização privativa" desses mesmos espaços.

"Se alguém PUDER invocar a titularidade privada de uma parcela de terreno que está no litoral, anterior a 1864, isso não lhe dá o direito de fazer utilização privativa, porque continua a ser domínio público hídrico", referiu.
Acrescentou que a utilização desse domínio público hídrico "está dependente das regras da Lei da Água e das opções que devem ser avaliadas do ponto de vista ambiental".
Jorge Moreira da Silva falava em S. Bartolomeu do Mar, Esposende, onde assistiu ao arranque da demolição de 27 construções situadas junto à praia.
O governante lembrou que a Lei da Titularidade dos Recursos Hídricos está pronta, estando agora a Agência Portuguesa do Ambiente a trabalhar na delimitação do domínio público hídrico.
Moreira da Silva aproveitou para "desmentir informações que surgiram nas últimas semanas" dando conta da possibilidade de a propriedade privada do solo no litoral conferir direitos privativos da sua utilização.
"Estaríamos a eternizar e a prolongar para as próximas décadas problemas que queremos travar, como aqueles que surgiram aqui em S. Bartolomeu do Mar", referiu.


TODA A GENTE SABE QUE AS CONSTRUÇÕES NO AFORAMENTO (Terreno Privado utilizado para secar o sargaço, comprado à Casa de Bragança), LUGAR DAS PEDRINHAS E CEDOVÉM ESTÃO FORA DO DOMÍNIO PÚBLICO HÍDRICO, E SE O MAR AVANÇOU FOI DERIVADO À CONSTRUÇÃO DOS ESPORÕES. 

O TRIBUNAL JÁ CONDENOU UMA VEZ O ESTADO PELA EROSÃO COSTEIRA CAUSADA PELO ESPORÃO.

Governo português vai demolir 835 construções no litoral da EUROPA

«São demolições que estão no papel há décadas, mas que não têm sido concretizadas porque existiu sempre uma boa razão», disse Moreira da Silva


O ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território, Jorge Moreira da Silva, afirmou que a demolição, até final de 2015, de 835 construções no litoral português significa a concretização de intervenções que estão «no papel há décadas».


«São demolições que estão no papel há décadas, mas que não têm sido concretizadas porque existiu sempre uma boa razão para não ocorrerem», disse.

Moreira da Silva falava na praia de S. Bartolomeu do Mar, em Esposende, onde esta segunda-feira começou a demolição de 27 construções, naquele que foi o pontapé de saída do programa de demolições no litoral definido pelo Governo.

«Esta é a primeira operação de demolição sistemática realizada desde há mais de 20 anos», sublinhou.

O governante lembrou que as demolições «não se fazem com qualquer sentimento de alegria ou satisfação», mas sim como «último recurso», quando não há outra solução para defender pessoas e bens de «fenómenos extremos de erosão costeira».

O ministro assegurou ainda que, quando estão em causa primeiras habitações, as demolições só ocorrem quando estiver garantido o realojamento dos moradores.

«Nestes processos, além de coragem, avaliação, articulação com os municípios e planeamento, está sempre presente uma fortíssima sensibilidade social», afirmou.

Entre obra e indemnizações aos proprietários, as demolições de S. Bartolomeu do Mar custam 2,9 milhões de euros, tendo os trabalhos um prazo de execução de 180 dias.

A nível nacional, na demolição das 835 construções vão ser investidos 300 milhões de euros.

Para o futuro, Jorge Moreira da Silva disse ser necessário uma política de ordenamento do território «mais exigente», para evitar os «erros» cometidos durante décadas, com construções muito perto do mar.

Até porque, salientou, o litoral de Portugal está sob uma «fortíssima ameaça» em termos de erosão costeira.

Deu como exemplo o caso da praia de S. Bartolomeu do Mar, onde «nas últimas três décadas o mar avançou cerca de 100 metros». 

O ministro afirmou que vão ser investidos 1,2 milhões de euros para «proteger» as torres de Ofir, em Esposende, e sublinhou que a demolição só avançará «em último recurso».



«No caso das torres [de Ofir], ainda tentaremos proteger aquela infraestrutura, está previsto um projeto de 1,2 milhões de euros de proteção naquela zona», referiu Jorge Moreira da Silva.

Em causa estão três torres na praia de Ofir, com um total de cerca de 200 apartamentos, que no último inverno foram ameaçadas pelas marés vivas.

A demolição daquelas torres já chegou a ser anunciada em 2002, na altura em que o ministro do Ambiente era José Sócrates, mas o projeto foi abandonado pelo Governo seguinte, face ao seu elevado custo - cerca de 31,5 milhões de euros, dos quais 25 milhões para indemnizações aos proprietários.

«As torres são um exemplo de que como não avançamos para demolições de uma forma ligeira ou simplistas, há sempre uma avaliação custo/benefícios e só avançamos para demolições em último recurso», disse ainda Moreira da Silva

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Proprietários da ilha da Culatra, em Faro não votaram em forma de protesto, exigindo a legalização das casas


A Associação de Moradores da Ilha da Culatra, Ria Formosa no concelho de Faro, anunciou que os moradores das comunidades da Culatra, Hangares e Farol decidiram não votar no domingo, reivindicando a legalização das suas habitações.


«Pretendemos a legalização, um estatuto jurídico-administrativo que nos dê segurança em relação às habitações que nos pertencem», disse à agência Lusa a presidente da Associação de Moradores da Ilha da Culatra, Sílvia Padinha, acrescentando que a decisão foi tomada pela população durante uma assembleia.

A preocupação dos moradores da Ilha da Culatra, do Núcleo dos Hangares e da Ilha do Farol de Santa Maria reside na intenção de demolição de casas naquelas comunidades no âmbito do Programa Polis Litoral - Operações Integradas de Requalificação e Valorização da Orla Costeira.

Por outro lado, aquelas comunidades piscatórias querem a redução da área piloto de produção aquícola da Armona, que Sílvia Padinha disse ocupar cerca de seis quilómetros desde 2008, apesar de apenas dez por cento estarem em utilização.

Aquela representante conta que a área foi interdita à pesca e à navegação e coloca grandes dificuldades aos pescadores dos concelhos de Faro e Olhão, onde se localizam aqueles núcleos piscatórios.

A decisão da população é assumida como uma chamada de atenção para os problemas, uma vez que o diálogo que tem sido encetado com várias entidades não tem surtido efeito.