INTRODUÇÃO

Pedrinhas e Cedovém são dois Lugares à beira mar, situados entre Ofir e a Apúlia, no concelho de Esposende - PORTUGAL.

Localizam-se num lugar calmo em cima do areal, onde pode almoçar e jantar com uma gastronomia típica local e poder usufruir de uma paisagem natural marítima Atlântica a uma temperatura do Litoral do Sul da Europa .
Onde construções CELTAS desabrocham de fundações milenares, que resulta uma relação de interligação com a paisagem. Os caminhos e os percursos de acesso ainda se encontram em areia e criam uma composição que conjuga de forma perfeita entre a topografia e época das construções, o que dá um cunho único ao Lugar. Se estivermos acompanhados com alguém especial, imediatamente nos apaixonamos e nunca mais conseguimos cortar o "cordão umbilical" com este LUGAR cheio de magia e de uma beleza natural única.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Pescas, fogos e homens valentes

 
Estas duas áreas têm isso em comum: não nos falta muita ciência, mas o coração sobrepõe-se à razão

“Existem três tipos de homens: os vivos, os mortos e os que andam no mar”Platão
“Os bombeiros nunca morrem. Ardem para sempre nos corações daqueles que salvaram”Susan Diane Murphree

O que têm as políticas de pescas e florestal em comum? Quem vai ao mar é um herói. Arrisca-se para nos trazer o sustento que só os valentes lá podem ir buscar. Quem vai combater um fogo é um herói. Arrisca-se para nos salvar. A nós e aos nossos bens, ao nosso sustento. Aos heróis perdoamos tudo. Temos uma enorme dificuldade em dizer-lhes que talvez o caminho que seguem não seja o melhor para todos nós e que o debate do seu papel na sociedade a todos compete e que todos beneficiaremos com isso. Temos medo de lhes estar a faltar ao respeito.

Só assim podemos entender que, enquanto sociedade, aceitemos gastar tanto dinheiro em estudos que visam a sustentabilidade das pescas ou uma gestão adequada das florestas, e depois autorizemos tacitamente os governantes que elegemos a fazer tábua rasa desses mesmos estudos nas suas decisões.

Estas duas áreas têm isso em comum: não nos falta muita ciência, mas o coração sobrepõe-se à razão. Não temos coragem de impor o princípio da precaução na gestão dos stocks de pescado quando isso implica redução na pesca, ao mesmo tempo que não temos coragem de impor uma aposta maior na prevenção dos incêndios florestais, mesmo em detrimento do combate. No entanto, tudo nos indica que deveriam ser esses os caminhos.

E isso é uma falta de respeito por nós próprios e pelas gerações futuras. Preferimos ir empurrando com a barriga a nossa responsabilidade. Logo se vê e, desde que ninguém se zangue, isto vai andando.

Esta atitude prejudica, em primeira linha, os nossos heróis: uns porque no futuro terão muito mais dificuldades, outros porque no presente são carne para canhão em fogos incontroláveis nos quais lhes pedimos o impossível.

Quando, finalmente, lhes conseguirmos olhar na cara queimada pelo mar ou pelo calor, e dizer-lhes que não deixam de ser os nossos heróis por apostarmos na sustentabilidade e na prevenção, talvez estejamos em condições de exigir aos nossos representantes que transformem o melhor conhecimento nas melhores políticas. Sem medo de lhes faltar ao respeito, sem medo de nos faltar ao respeito.

Gonçalo Calado

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Deputada do CDS questiona sobre futuro de pescadores de Viana após obras do Polis


A deputada do CDS-PP Ilda Araújo Novo quer saber se pescadores do portinho de Castelo do Neiva, em Viana do Castelo, vão ter que pagar renda pelos novos armazéns de aprestos construídos pela Polis Litoral Norte.

Na pergunta que enviou, hoje, aos ministros do Ambiente e do Mar, a deputada do CDS-PP eleita pelo Alto Minho quer saber se João Pedro Matos Fernandes e Ana Paula Vitorino, respetivamente, "têm conhecimento das apreensões dos pescadores e armadores que operam naquele portinho de pesca, que os atuais armazéns de arrestos são sua propriedade, tendo sido construídos pelos próprios, em terrenos cedidos para tal pela Junta de Freguesia".

A deputada do CDS-PP pergunta também "se os ministros confirmam que a Associação de Armadores de Pesca de Castelo do Neiva tem mantido contactos com a sociedade Polis Litoral Norte, no sentido de conseguir melhorar o negócio", e se estão em condições de assegurar que, após as obras, os pescadores não terão que pagar uma renda pelos novos armazéns de aprestos, que serão construídos em substituição dos atuais".

A pesca artesanal movimenta naquela freguesia cerca de uma centena de famílias. Operam naquele portinho 30 pequenas e cerca de 70 pescadores.

A intervenção prevista para aquele portinho, com conclusão marcada para o final deste ano e financiada por fundos do Programa Operacional Regional do Norte, "visa a melhoria do funcionamento da atividade piscatória", atualmente, "a funcionar de modo desorganizado".
A obra inclui a "substituição dos armazéns de aprestos existentes por novas construções, devidamente infraestruturadas, dispostas de modo a conferir melhores condições de trabalho para os pescadores".

O projeto prevê a construção de "uma oficina de reparação de embarcações, um posto de abastecimento de combustível para as embarcações, locais para a recolha seletiva de resíduos, um novo guincho na rampa de acesso, e o aumento e reorganização das zonas de trânsito e aparcamento das embarcações de pesca em terra".
A intervenção vai ainda criar "uma área para manuseamento, lavagem e reparação das artes da pesca e beneficiar toda a rede de infraestruturas básicas, estando também previstos trabalhos de recuperação da zona dunar, integrada na área de jurisdição portuária".

Descoberto o ingrediente secreto do inquebrável cimento dos antigos romanos



Ruínas de banhos romanos resistiram no tempo graças ao cimento único e altamente resistente.

A extraordinária longevidade de algumas construções dos antigos romanos, erguidas junto ao mar, surpreendeu durante séculos geólogos e engenheiros. Até que, finalmente, se descobriu o ingrediente secreto que explica a incrível resistência do cimento dos romanos.

Uma equipa de investigadores americanos acredita ter descoberto o que é que explica o segredo desse cimento que resistiu, nalguns casos, mais de dois mil anos, enquanto algumas construções modernas, com paredes de cimento incrustadas de aço desmoronam em tão somente algumas décadas, fruto da contínua agressão das ondas do mar.

Os romanos usavam cal viva e materiais vulcânicos para fazer esse cimento altamente resistente. E o que lhe concedia a alta durabilidade era, precisamente, o contacto com o sal do mar que levava ao crescimento de bloqueios minerais que tornavam o cimento praticamente impenetrável.
A reacção do cimento actual com a água do mar faz com que este comece a deteriorar-se.

Estamos, por isso, “a falar de um sistema que é contrário a tudo o que se desejaria no betão à base de cimento” e que “prospera nas trocas químicas abertas com a água do mar (água salgada)”, explica a professora Marie Jackson, investigadora de geologia e geofísica da Universidade do Utah, que liderou a pesquisa, em declarações ao The Telegraph.
Na investigação, publicada na revista American Mineralogist, Jackson e a sua equipa explicam que recorreram a tecnologias avançadas para analisar a composição da estrutura de dois portos romanos construídos entre o século I a.C. e o século I d.C.
Foi assim que concluíram que os romanos misturavam cinzas vulcânicas com cal viva e água do mar para fazer uma argamassa a que depois juntavam pedaços de rochas vulcânicas.

Esta combinação produzia uma reacção química que desencadeava a formação de cristais nos buracos da mistura, o que tornava o cimento mais resistente e menos vulnerável a fracturas.
Os cientistas notam que este tipo de reacção ocorre na natureza, em zonas vulcânicas, e vaticinam que terá sido aí que os romanos se inspiraram.
Esta descoberta pode ajudar os engenheiros modernos a desenvolverem um novo tipo de cimento mais durável e mais amigo do ambiente, nomeadamente levando a uma redução significativa dos níveis do aquecimento global.
É que o cimento actual é fabricado com calcários e argilas aquecidas a mais de 1.500 graus centígrados, o que contrasta com o processo a frio usado pelos romanos.
Mas, até agora, todas as tentativas de recriação do cimento romano falharam.
“Os romanos tiveram sorte no tipo de rocha que tinham para trabalhar”, explica Jackson ao jornal britânico, referindo que, hoje em dia, não existem as mesmas rochas em muitos locais do mundo e que, provavelmente, é preciso fazer “substituições” nos ingredientes para chegar à fórmula perfeita.
Blogue Pedrinhas & Cedovem com theguardian

HÁ A NECESSIDADE IMEDIATA DE RECONSTRUIR O QUEBRAMAR, NO LUGAR DE PEDRINHAS.
É  UM DEVER DAS ENTIDADES OFICIAIS, AINDA MAIS COM A MORALIDADE DE TUDO TEREM FEITO PARA PROTEGER O LUGAR OFIR E NADA PELOS LUGARES DE PEDRINHAS E CEDOVÉM.

A POLISLITORAL NORTE TÊM O DEVER DE ZELAR PELA MANUTENÇÃO DO QUEBRAMAR E NÃO O FAZ.