O município de Esposende elaborou um plano de contingência para galgamentos costeiros que visa prevenir situações de risco e definir procedimentos de protecção de pessoas e bens, em caso de catástrofe. O plano foi apresentado, na semana passada, numa reunião onde foram debatidas as medidas já assumidas e seus resultados, obras em curso, e onde foram ponderadas as acções futuras a desencadear na embocadura do Rio Cávado.
“O que pretendemos é a estabilização do sistema dunar que forma a restinga, assim como a melhoria das condições de navegabilidade no rio e na barra em particular, que colocam em perigo todos aqueles que nele navegam' assume o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, que admite que “no momento e condições actuais da restinga, acresce assegurar a defesa da população e seus bens nesta zona mais exposta à acção do mar”.
A autarquia de Esposende está disposta a disponibilizar recursos próprios para “patrocinar o avanço imediato de uma solução com carater definitivo”.
Neste contexto, o Município esposendense vai criar um grupo de trabalho para acompanhar as obras de protecção bem como o plano de intervenção e monitorização da orla costeira, constituído pelas entidades presentes na reunião, nomeadamente: representantes do Município, da Protecção Civil, das corporações de bombeiros, da Autoridade Marítima, dos pescadores, das juntas de freguesia, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e do ICNF, mas também da comunidade científica.
Benjamim Pereira admite que o actual estado de conservação da restinga constitui “enorme preocupação para o Município”.
“A destruição da restinga faz com que a ondulação chegue já junto à avenida marginal. As medidas de autoprotecção contemplam a intervenção, em último recurso, de engenharia pesada, para colocação de barreiras junto à marginal”, disse o responsável pela Protecção Civil de Esposende, Carlos do Carmo, na reunião realizada a semana passada.
Benjamim Pereira assegurou que “o município não apoiará soluções experimentais que continuem a consumir recursos financeiros e que não resolvam o problema” porque, enfatizou, “no dia em que acontecer uma catástrofe em Esposende, a obra avançará de imediato e serão ultrapassados os obstáculos que agora vêm sendo colocados, só que aí será tarde demais para alguns.”
A actual situação da Barra de Esposende é um enorme problema para o desenvolvimento do concelho, um risco enorme para os pescadores e agora também para a própria cidade de Esposende. Cabe-me alertar as entidades responsáveis, e trabalhar com elas no sentido de encontrar soluções” adiantou o edil.
O presidente do conselho de administração da Polis Litoral Norte, Pimenta Machado, explicou as razões que fizeram com que não tivesse resultado a solução anteriormente adoptada, apontando como principal problema “o incumprimento da especificidade dos geocilindros, por parte do fornecedor”. “Vários aspectos fragilizaram a solução que ali foi desenvolvida”, adiantou Pimenta Machado que anunciou, para Março do próximo ano o arranque das obras de recomposição da restinga, a dragagem da barra com deposição das areias nas praias adjacentes, assim como a reconstrução do molhe longitudinal ao rio. De resto, a intervenção prevista para a praia da Bonança, em Fão, arrancará no mesmo mês.
Um dos responsáveis pela situação atual de Pedrinhas e Cedovém é a Câmara de Esposende
Esta é uma das várias casas que estão em risco de derrocada, por causa da falta de proteção e pelo abandono por parte do Município de Esposende.



