O presidente da câmara de Caminha lamentou ontem que “só passados seis anos”
após a constituição da Polis Litoral Norte, tenha começado, no concelho, a
primeira obra prevista na planificação definida em 2009 no âmbito daquela
sociedade.
“Esta obra representa uma nova fase de relacionamento entre a
Polis Litoral Norte e a autarquia. Até agora havia intenções, boa vontade da
Polis Litoral Norte e não havia nenhuma obra no terreno”, sublinhou o socialista
Miguel Alves.
Segundo o autarca trata-se de um parque de estacionamento,
com capacidade para 164 lugares, que começou a ser construído no lugar da Gelfa,
na freguesia de Âncora, num investimento de 170 mil euros financiado ainda pelo
actual Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
A estrutura que
deverá estar concluída em Julho destina-se a dar apoio ao campo de futebol do
Âncora Praia e à praia da Gelfa. “O parque de estacionamento fica situado junto
à duna dos Caldeirões que ruiu no inverno passado e vai permitir dar maior
ordenamento de trânsito àquela zona que passará a ter maior capacidade de
receber pessoas sem afectar a duna e o estuário do rio Âncora”,
disse.
Criada em 2009 a sociedade Polis do Litoral Norte prevê obras de
reabilitação numa faixa costeira de 50 quilómetros nos concelhos de Viana do
Castelo, Esposende e Caminha.
Miguel Alves disse ainda ter a “enorme
expectativa” de ver concretizadas as obras de requalificação da marginal e da ecovia entre Caminha e
Âncora.
Reconheceu que são “obras de milhões”, e que o próximo quadro
comunitário de apoio “não é amigo” deste tipo de intervenções.
No entanto,
manifestou-se confiante no seu enquadramento, em áreas como a competitividade
dos territórios.
Segundo Miguel Alves a requalificação global da marginal
obra orça os cinco milhões de euros e é “estruturante para o concelho” além de
ser “há muito ansiada” pela população, por permitir fazer a “revitalização da
frente ribeirinha” da sede de concelho e “melhorar o dia-a-dia dos munícipes”.
“Temos que perceber os constrangimentos do país e da Europa e olhar para esta
obra não como algo a fazer de uma só vez, mas por fases e de forma racional”,
explicou.
Adiantou que o projecto está “praticamente pronto” e que será
candidatado “logo que as linhas de financiamento do novo quadro comunitário
estejam disponíveis”.
O projecto de intervenção, proposto pela maioria
socialista que lidera a autarquia e a executar pela Polis Litoral Norte, abrange
todo o perfil da Estrada Nacional (EN) 13, desde o rio Minho até aos limites da
área urbanizada.
Ainda nesta marginal, o denominado ‘Cais dos Pescadores’ vai
receber cabeços de amarração em ferro fundido, entre outras intervenções para
melhorar a actividade piscatória.
Blogue Pedrinhas & Cedovem com Correio do Minho
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