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2015/01/21

Miguel Alves lamenta que a primeira obra da Polis Litoral Norte tenha arrancado seis anos depois em Caminha



O presidente da câmara de Caminha lamentou ontem que “só passados seis anos” após a constituição da Polis Litoral Norte, tenha começado, no concelho, a primeira obra prevista na planificação definida em 2009 no âmbito daquela sociedade.

Esta obra representa uma nova fase de relacionamento entre a Polis Litoral Norte e a autarquia. Até agora havia intenções, boa vontade da Polis Litoral Norte e não havia nenhuma obra no terreno”, sublinhou o socialista Miguel Alves.


Segundo o autarca trata-se de um parque de estacionamento, com capacidade para 164 lugares, que começou a ser construído no lugar da Gelfa, na freguesia de Âncora, num investimento de 170 mil euros financiado ainda pelo actual Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
A estrutura que deverá estar concluída em Julho destina-se a dar apoio ao campo de futebol do Âncora Praia e à praia da Gelfa. “O parque de estacionamento fica situado junto à duna dos Caldeirões que ruiu no inverno passado e vai permitir dar maior ordenamento de trânsito àquela zona que passará a ter maior capacidade de receber pessoas sem afectar a duna e o estuário do rio Âncora”, disse.


Criada em 2009 a sociedade Polis do Litoral Norte prevê obras de reabilitação numa faixa costeira de 50 quilómetros nos concelhos de Viana do Castelo, Esposende e Caminha.
Miguel Alves disse ainda ter a “enorme expectativa” de ver concretizadas as obras de requalificação da marginal e da ecovia entre Caminha e Âncora.
Reconheceu que são “obras de milhões”, e que o próximo quadro comunitário de apoio “não é amigo” deste tipo de intervenções.
No entanto, manifestou-se confiante no seu enquadramento, em áreas como a competitividade dos territórios.

Segundo Miguel Alves a requalificação global da marginal obra orça os cinco milhões de euros e é “estruturante para o concelho” além de ser “há muito ansiada” pela população, por permitir fazer a “revitalização da frente ribeirinha” da sede de concelho e “melhorar o dia-a-dia dos munícipes”. “Temos que perceber os constrangimentos do país e da Europa e olhar para esta obra não como algo a fazer de uma só vez, mas por fases e de forma racional”, explicou.

Adiantou que o projecto está “praticamente pronto” e que será candidatado “logo que as linhas de financiamento do novo quadro comunitário estejam disponíveis”.
O projecto de intervenção, proposto pela maioria socialista que lidera a autarquia e a executar pela Polis Litoral Norte, abrange todo o perfil da Estrada Nacional (EN) 13, desde o rio Minho até aos limites da área urbanizada.
Ainda nesta marginal, o denominado ‘Cais dos Pescadores’ vai receber cabeços de amarração em ferro fundido, entre outras intervenções para melhorar a actividade piscatória.

Blogue Pedrinhas & Cedovem com Correio do Minho

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