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2015/01/23

POETIZAR PEDRINHAS & CEDOVÉM - ESPOSENDE - PORTUGAL



poema - APÚLIA

Ó praia azul das mãos de El-Rei herdada
quem te roubar não deu à Pátria ouvidos,
e o filhos dela, em branca revoada,
exigem os espólios devolvidos.

Nestas paragens há bezerros de oiro
que, em vão, procuram ébrios, ajoelhados.
O povo, aqui é principesco e loiro
e guarda o culto dos antepassados.

Apúlia eterna! Apúlia independente!
Muro a deter toda a invasão secreta.
Não sou ninguém, mas sou alguém que sente
em vós, Irmãos, minha alma de Poeta.

Deixem-nos, sós, viver livres, ao menos,
se deram vida (a sua vida) ao mar.
Ai! Sargaceiros já não têm terrenos
onde os seus barcos possam descansar!

(Junho de 1973)

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