poema ANSIEDADE
No verde Mar se retratava a Lua;
profundamente dentro dele andava
a imagem dela branca e linda e nua,
tal qual o Mar, decerto, a desejava.
Embora no seu intimo a possua,
a julgue presa como fiel escrava,
não sará daquela febre sua,
daquele amor candente como lava.
Ondas se elevam como doidos braços,
buscando a viva carnação amada,
mas só palpando o Nada nos espaços.
Ah, pobre Mar, que triste drama vejo:
Ela a fugir de ti morta e gelada,
tu cada vez doido de desejo!

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