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2018/11/12

Donos de casas temem extinção de património histórico em Esposende

Programa prevê várias demolições e o recuo planeado de construções nas Pedrinhas e Cedovém



O lugar das Pedrinhas, junto ao mar, em Esposende, inclui as casas-barco mais antigas do mundo ocidental e casas em pedra construídas há séculos.



Atualmente, "agrupa cerca de 40 habitações de ocupação maioritariamente sazonal e sete apoios de pescadores", indica o Programa da Orla Costeira Caminha/Espinho. O plano prevê gastar 1,7 milhões de euros em demolições, entre Pedrinhas e Cedovém, e uma intervenção de recuo planeado, com "prioridade elevada". Os proprietários temem a destruição do património histórico. 

"Defendemos a criação de um plano de pormenor, que crie condições. Isto não é só retirar as construções, colocar areia, plantar feno e consolidar os esporões. Não pode ser", afirmou Alberto Macedo, proprietário nas Pedrinhas. 

Em causa, estão construções privadas, adquiridas à Casa de Bragança, de utilização pública. O proprietário recorda ainda que, em 2009, a Justiça considerou o Estado culpado da erosão costeira por ter construído um esporão a norte daquele lugar – que o IGESPAR considerou, em 2011, ter "um inequívoco interesse como memória de um povo e das suas atividades ancestrais, acrescido de um património imaterial". 

A retirada de construções está prevista para o período entre o próximo ano e 2021. "A estratégia de intervenção nesta área crítica não poderá deixar de acautelar a relocalização das importantes atividades económicas que ali se localizam", indica o Programa da Orla Costeira - que prevê a demolição de 34 imóveis de Caminha a Espinho. 

Benjamim Pereira, edil de Esposende, recorda que o programa ainda está neste momento em fase de consulta pública.

Blogue Pedrinhas & Cedovém com CM

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