SUPREMO DEU RAZÃO A PROMOTORA E DIZ QUE AUTARQUIA DE VILA DO CONDE, QUE LICENCIOU A OBRA, TEM DE AUTORIZAR CONSTRUÇÃO.
Foi apresentado com pompa e circunstância no inicio de 2014. O Talasso Labruge seria um Hotel especializado em terapias com água do mar e ficaria em cima da praia de Labreuge em Vila do Conde.
No final de setembro de 2013 foi apresentado o projeto para o Labruge Talasso Hotel.
Um hotel especializado em talassoterapia, tratamento com água do mar e elementos
marinhos, na primeira linha do mar, na freguesia de Labruge, em Vila do Conde.
O projeto foi licenciado em novembro de 2013 e custaria oito milhões de euros,
sendo que o investidor, Alberto Gomes, ainda procurava financiamento. O empresário
do ramo da imobiliária adiantou, na altura, que ia embarcar na “aventura”
de “construir num terreno em cima do mar um hotel que apenas terá pela frente
a linha do horizonte”. O objetivo era criar “um produto diferenciador a nível da
talassoterapia e garantir 50% da ocupação com nórdicos”.
O Labruge Talasso Hotel, como estava definido chamar-se a unidade de quatro
estrelas superior, teria 114 quartos, SPA, restaurante, duas piscinas e um auditório
e empregaria cerca de 40 pessoas. O projeto, ainda disponível, é da
NN – Arquitetura e Planeamento, que também projetou o Hotel Teatro, no Porto.
A Câmara de Vila do Conde esclareceu que para o local chegou a estar, há cerca
de uma década, “aprovada a construção de um hotel, a qual, então, mereceu
parecer favorável de todas as entidades que, em razão da localização, se
deviam pronunciar sobre essa pretensão”.
A autarquia de Vila do Conde acrescentou que o processo, entretanto, caducou
e não foi renovado.
“Na falta de impulso do requerente em obter a correspondente licença,
foi declarada a caducidade expressa desse procedimento, pelo que, à data,
não existe qualquer operação urbanística aprovada para o terreno”, esclareceu
a Câmara de Vila do Conde.
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