Um PONTO de encontro. Informação de 2 LUGARES VIVOS onde falamos da nossa história, do presente e futuro. Dois espaços ímpares em termos de Património Natural, Histórico, Arquitectónico, Sócio-cultural, Económico, Humano e com uma cultura com mais de III milénios de anos, que se encontram ameaçados e em VIAS de EXTINÇÃO
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2022/02/22
CARTA DE PESCA DE PORTUGAL - 1888 - LUGAR DE FRADE & SEDOVEM
2022/02/08
Tratamento da costa litoral ao longo dos finais do séc XX - ESPOSENDE
Reconhecimento hidrográfico 1913
No passado, proteger a costa muitas vezes significava "endurecer" a linha costeira com estruturas como esporões e pontões. À medida que a compreensão da função natural da costa piora, há uma aceitação crescente de que as soluções estruturais realizadas causam mais problemas do que as resolvem. As obras de engenharia estruturais interferem nas correntes naturais de água e impedem o deslocamento da areia ao longo das costas. As razões adicionais para evitar medidas de proteção estrutural incluem altos custos para instalá-las e mantê-las, hoje as populações locais estão mais conscientes e são contra estas obras de engenharia, pois as suas propensões e causas levam à erosão na costa, nas praias, arribas e dunas adjacentes e ao desvio não intencional de águas pluviais e ondas para zonas não controladas, destruindo e modificando ecossistemas naturais, pondo em perigo e extinguido espécies.
As bacias causadas pelas estruturas de engenharias ao longo da costa, levou a que a configuração costeira tenha mudado por completo a sua configuração. O desprezo pelas forças ambientais, como o vento, as correntes marítimas e fluviais do rio Cávado, fez que em prol de casos muito concretos e localizados como as torres e área de hotelaria de Ofir, tenham levado a danos ambientais enormes na costa sul de Esposende.
Costa de Esposende alterada pelas bacias causadas pelos esporões
Proteção da restinga de Ofir e barra do Cávado é caso de estudo em Esposende
Município apresentou um estudo para intervir na barra do Cávado e na restinga de Ofir. Para alcançar os objectivos de reconstrução da restinga e reduzir o esforço de drenagem do rio Cávado, foi sugerida a construção de um dique longitudinal.
2022/02/03
ARRANCARAM AS DRAGAGENS NO PORTO DE ESPOSENDE
Face à atual situação de assoreamento no canal de entrada e interior do porto de Esposende, a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) iniciou as dragagens nesta infraestrutura portuária com o objetivo de repor as condições de segurança para a navegação.
Serão investidos neste porto 1.200.000 euros nos anos de 2022 e de 2023, cabendo 800.000 euros no corrente ano e o restante em 2023.
Esta despesa está prevista na Resolução de Conselho de Ministros n.º 017/2021, que autorizou a DGRM a celebrar um contrato plurianual de empreitada para a realização de dragagens de manutenção dos portos de pesca do norte do País no triénio de 2021-2023, nos quais se inclui o porto de Esposende.
Foram já realizados os trabalhos preliminares de planeamento e de autorização das entidades oficiais, bem como os levantamentos topo-hidrográficos e análise dos sedimentos a dragar. Considerando o estado de assoreamento do porto, os trabalhos tiveram hoje início com recurso a máquinas rotativas que irão retirar a primeira fase de dragados, sendo depois continuados com recurso a uma plataforma de dragagem do tipo "Jackup". Os sedimentos serão bombeados por tubagem dedicada, com repulsa nas praias adjacentes.
Os trabalhos são, desta forma, realizados em parceria com o ICNF e a APA, uma vez que são retirados os sedimentos do canal de acesso e interior do porto e são movimentados para as praias, reforçando o combate à erosão costeira.
No planeamento dos trabalhos e na definição da metodologia de abordagem no canal de entrada do porto, a DGRM contou com a colaboração da Autoridade Marítima Nacional e da APPCE - Associação de Pescadores Profissionais de Esposende.
2022/02/02
DINHEIRO AVANÇA PARA A CONSTRUÇÃO DE MAIS 300 metros no PONTÃO (QUEBRA-MAR) DO PORTO DE LEIXÕES
Diogo Marecos (Yilport): É “urgente” prolongar quebra-mar do Porto de Leixões
Moreira reforça que munícipes do Porto não pagarão demolição de estrutura no Ourigo
Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, garante que não serão os munícipes a pagar pela demolição da estrutura que foi construída na praia do Ourigo e que "o que se passa entre a Agência Portuguesa do Ambiente e o concessionário" não lhe diz respeito.
"Aquilo não é uma responsabilidade nossa. É um problema da Agência Portuguesa do Ambiente (APA)", reafirmou o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, sobre a estrutura de betão que foi erguida na praia do Ourigo.
No final de outubro, a APA deu nota de que tinha iniciado o "processo tendente à remoção" da estrutura. Sobre possíveis desenvolvimentos em relação à demolição da construção, Moreira garantiu: "O que se passa entre a APA e o concessionário que lá construiu aquilo, autorizado pela APA, não nos diz respeito".
"Há uma coisa que pode ter a certeza: o município do Porto, relativamente a essa matéria, não tem nenhuma responsabilidade e portanto não vai assumir responsabilidades sobre isso. Bem sei que isso foi um tema interessante na campanha eleitoral para algumas forças políticas, mas a mim o que me compete é defender o interesse dos munícipes. Os munícipes do Porto não vão pagar pelos erros dos outros. Isso, de certeza absoluta. Independentemente da opinião que cada pessoa possa ter sobre o que lá está", reafirmou Rui Moreira, questionado pelo JN.
A 6 de dezembro, durante uma reunião de Câmara, o vereador do PSD Vladimiro Feliz questionou o Executivo sobre o processo e o presidente da Câmara do Porto explicou, já na altura, que cabe à APA resolver o "imbróglio", juntamente com a APDL (que renovou o contrato de concessão por 20 anos). "Espero que, em breve, a APA nos diga o que decidiu", afirmou na reunião o vereador do Urbanismo Pedro Baganha.
APA pronunciou-se favoravelmente
De acordo com declarações da APA em outubro passado, o areal poderá receber um apoio de praia "amovível". Aquela entidade pronunciou-se favoravelmente à obra de reconstrução do restaurante Shis. O ministro do Ambiente já afirmou, por várias vezes, que a construção sobre o areal é "inaceitável".
A APA disse, à data, que a ordem de demolição mantém-se "válida" e que "iniciou um processo, tendente à remoção [da construção], que corre os seus trâmites". A construção contou também com o aval da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) - a propósito de uma concessão -, da Direção Regional de Cultura do Norte e da Câmara do Porto.
A Autarquia afirmou, na altura, estar vinculada àqueles pareceres, ao contrato de concessão e ao cumprimento do Plano Diretor Municipal.
De acordo com a APA, e na sequência da publicação do Programa da Orla Costeira Caminha-Espinho, aquela entidade "está a ultimar o novo regulamento de gestão de praias que permitirá para a praia do Ourigo um apoio de praia amovível".
2022/02/01
Apresentação de um tanque de ondas que demonstra o impacto na orla costeira com vários tipos de defesa e as suas inundações
Daniel Rodger da JBA TRUS mostra através dum tanque de ondas como é que as diferentes combinações de defesas costeiras tratam da arrebentação, galgamento e dissipação da energia das ondas, tendo em conta a escolha, como os seus consequentes riscos diretos de inundações.