INTRODUÇÃO

Pedrinhas e Cedovém são dois Lugares à beira mar, situados entre Ofir e a Apúlia, no concelho de Esposende - PORTUGAL.

Localizam-se num lugar calmo em cima do areal, onde pode almoçar e jantar com uma gastronomia típica local e poder usufruir de uma paisagem natural marítima Atlântica a uma temperatura do Litoral do Sul da Europa .
Onde construções CELTAS desabrocham de fundações milenares, que resulta uma relação de interligação com a paisagem. Os caminhos e os percursos de acesso ainda se encontram em areia e criam uma composição que conjuga de forma perfeita entre a topografia e época das construções, o que dá um cunho único ao Lugar. Se estivermos acompanhados com alguém especial, imediatamente nos apaixonamos e nunca mais conseguimos cortar o "cordão umbilical" com este LUGAR cheio de magia e de uma beleza natural única.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Artes de sardinha



O agosto está aí e, com ele, o período que a maioria dos portugueses privilegia para o gozo das sacrossantas férias (que isto nem sempre foi assim: nem férias nem sábados nem domingos, nem horário de trabalho, como me disseram alguns dos meus maiores, todos já sugados pelo tempo, que no tempo deles, em querendo o patrão, todo o tempo era trabalho).
Eu “agostista” me confesso, embora não desdenhe, e pratique quando os astros para tanto convergem, uns diitas de veraneio de quando em vez, normalmente com fronteira dentro da península ibérica e, as mais das vezes, da região minho-galaica.
De resto, assim diria o pasteleiro celebrizado pelo Herman José, “eu é mais Esposende”!
Precisando, Ofir é o meu sítio, o meu mar é o que vai da Apúlia às Marinhas, mesmo a norte de Esposende, a temperatura dele é a que se sabe e atira com muita lusa gente para o reino dos algarves, de que uma ou outra vez me torno súbdito, só na época encostada à alta, que esta não se pode aturar.
Mas em Ofir, apesar da temperatura da água e daquele assediante ventinho do Norte, tenho a calma da zona, mesmo a urbana, o estuário do rio, seja vazia ou cheia a maré, a penetrar-me da calma com que ali escorre para o mar, o cheiro intenso da flora autóctone e o intenso odor a maresia, consequência da abundância de sargaço que torna a estadia por aquelas paragens das mais salutares que imaginar se possa.
Acresce a sardinha!
A sardinha é, na época, o meu petisco favorito.
Como-a tanto como entrada de refeição de outros peixes, que os restaurantes dali (permitam-me destacar o meu favorito de há muitos anos – A SALGUEIRA – em Cedovém, entre Ofir e Apúlia) oferecem em grande variedade e muita qualidade, assim como prato principal ou ao lanche.
Quanto mais o agosto vai adiantando mais saborosa se vai pondo a sardinha, mais fácil de despelar e de destacar os lombos da espinha.
Como entrada ou lanche, a sardinha como-a como se fosse marisco: absolutamente solitária, sem batata, nem salada, nem pimentos, nem azeite, nem vinagre. Sardinha e ponto final!
O ritual do arranjo desse luso exemplar da família dos clupeídeos, a que a sardinha pertence, é o mesmo que uso para todo e qualquer peixe que se me ponha inteiro no prato.
Admito que seja mania, ou estreiteza de jeito para variantes, mas peixe servido inteiro no prato só o sei arranjar de uma maneira, que adiante explicarei.
Claro que se for em popular pique nique, ou evento do género, também sei pegar na iguaria pela barbatana traseira de um lado e pela cabeça do outro, e assim a levar aos dentes, que, nesta emergência, os lábios não são para ela chamados. Para ajuda, há quem lance mão de um naco de broa; mas comigo, basta a dentição para transformar o animal falecido e assado em pouco mais que espinha.
Porém, como gosto mais de a comer é, como disse, absolutamente a solo, no prato.
O descrição que farei supõe sardinha bem alimentada, e de competente assadura.
Começa a função pela forma como o piscídeo é colocado no prato.
Esse, como todos os peixes servidos inteiros em dose individual, tenho de o colocar de cabeça para a esquerda e barriga voltada para mim. De outro modo não consigo!
Então, delicadamente, começo por levantar, com a faca, a pele bem junto à barbatana caudal, e introduzindo devagar o instrumento pelo lombo adiante, levanto toda a pele do lado voltado para o céu, deixando aquela cativante ilharga branca de veio castanho todinha à vista e, arrastando delicadamente a pele enquanto com o garfo soergo a sardinha pela cauda, igualmente destaco a pele do lado de baixo.
Segue-se, com todo o cuidado, golpe longitudinal na lombada, da cabeça à cauda e, com a faca, que faço rodar ligeiramente, destaco a parte superior do lombo que, assim, fica pronto a ser introduzido de uma só vez na boca, para o efeito previamente aberta apenas quanto baste.
Deglutida essa fatia, dedico-me à parte ventral do lombo, exigente de um pouco mais de perícia, em virtude das finíssimas espinhas que protegem os coração e aparelho respiratório da nossa amiga sardinha.
Aí há que, com delicadeza a roçar a meiguice, levantar a carne envolvente das tais espinhas e, correndo bem a coisa, como normalmente corre, aqui temos o resto do costado superior do animalzinho pronto a seguir o caminho do já deglutido.
Com a espinha completamente à vista, introduzo então o garfo por baixo dela junto à barbatana traseira, por forma a que aí fique presa entre dois dentes do garfo.
Levanto este com todo o cuidado, e com ele a espinha, começando a separá-la do lombo inferior, usando, para o efeito, a faca que vai prendendo contra o prato o lombo destacado, até chegar à cabeça, sempre com especial atenção à parte das espinhas peitorais, que devem manter-se fixadas na dorsal, e aí temos um verdadeiro bife de sardinha assada, pronto a dar continuidade ao prazer inicial.
Acabada uma, é só repetir a receita na seguinte até que o corpo ou a inteligência decretem - basta!
Acompanha-se com bom vinho verde tinto, mas se for branco a sardinha não repara.

Aos meus esforçados leitores, votos de boas férias e bom apetite.
Guimarães 26 de julho de 2016
António Mota-Prego
(a.motaprego@gmail.com)

sábado, 23 de julho de 2016

O bacalhau 500 milhões está pronto para viajar para Portugal. E vai por mar

Conselho Norueguês da Pesca celebra 70 anos de exportações do fiel amigo para o nosso país.



É do género graúdo. Tem cerca de três quilos e foi capturado nos mares do Norte da Noruega entre Fevereiro e Abril deste ano. Teve três meses de seca e salga. Nesta sexta-feira segue para Portugal por mar. Sim, estamos a falar de um bacalhau. Mas não é um bacalhau qualquer. É o espécime 500 milhões que a Noruega exporta para Portugal.

A Norge, Conselho Norueguês da Pesca, que reúne os exportadores de peixe do país, quis assinalar os 70 anos de exportação regular de bacalhau para Portugal. Fez as contas e chegou a este número impressionante.

O método de cálculo foi simples. Foi aos registos onde tem todas as exportações feitas para Portugal desde 1946 e dividiu a tonelagem registada pelo peso médio dos bacalhaus. Esse peso era de 1,5 quilos até 1995, no ano seguinte subiu para 1,7 quilos e está agora nos 1,9 quilos.

Na verdade, este não é exactamente o bacalhau 500 milhões, confessam os exportadores; é, mais precisamente, o 508.399.822. Mas, para assinalar a data, arredondou-se número.

A viagem do bacalhau para Portugal começou nesta quinta-feira em Bergen, a segunda cidade da Noruega, com pompa e circunstância. O peixe foi entregue por um membro da direcção da Associação de Chefs da Noruega, Kristine Ounebo, ao capitão de um dos mais emblemáticos navios do país, o veleiro centenário Statsraad Lehmkuhl, numa cerimónia promocional.

O veleiro, que hoje funciona como navio-escola, parte nesta sexta-feira para Lisboa, onde chega no final de Julho. Nessa altura, o bacalhau 500 milhões será festejado em Portugal, numa cerimónia cujos contornos ainda não foram revelados.

“Mais bacalhau do que salmão”

Entre portugueses e noruegueses, falar de bacalhau é falar de algo muito sério. Para nós, porque o consumimos em quantidades como em mais nenhum país no mundo. Para os noruegueses, porque se trata de um importante negócio.

Só no ano passado, Portugal importou cerca de 35.500 toneladas de bacalhau, sendo que cerca de 70% (24.848 toneladas) veio da Noruega, num negócio que valeu para o país dos fiordes cerca de 180 milhões de euros.

Portugal é o único país da Europa "que consome mais bacalhau do que salmão", revela Johnny Thomassem, director da Norge e que há vários anos reside em Portugal.

Outro exemplo que dá sobre a importância do peixe para os dois países é o facto de as vendas de salmão para Portugal representarem 0,3% das exportações totais da Noruega. Já as vendas de bacalhau para o nosso país rondam um terço do total exportações.

Johnny Thomassem deixa uma garantia aos portugueses: "Graças às práticas sustentáveis que levamos a cabo, o bacalhau não vai faltar durante muitos e muitos anos."

Nesta presente noticia desafiamos Johnny Thomassem a visitar o Lugar das Pedrinhas e Cedovém, pois é um lugar em Portugal  que nasceu através dos seus antepassados.




quinta-feira, 21 de julho de 2016

UE está para resolução de conflitos no mar da China de acordo com as leis internacionais. Já os EUA adverte ...

O Presidente do Conselho Europeu, Donald Dusk afirmou ao lado do Presidente da Comissão Europeia Jean -Claude Junkers "A posição da UE permanece inalterada: somos a favor de uma solução para todas as disputas marítimas e territoriais por meios pacíficos e em conformidade com o direito internacional"
As disputas territoriais no que diz respeito ao ao mar da China do Sul (YUKM) leva à criação de ilhas artificiais e construção de infra-estruturas militares, aos quais os representantes dos países ocidentais chamam de "ações unilaterais" . A China YUKM realiza engenharia hidráulica em larga escala e trabalhos de construção na criação de ilhas artificiais, bem como a expansão e desenvolvimento destas áreas marítimas.

Em contrapartida EUA adverte a China se esta for provocadora no mar do Sul da China

segunda-feira, 18 de julho de 2016

O pôr-de-Sol de ontem - Um dos melhores do Mundo

Fechou 

e depois disparou a toda a velocidade


Bem vindo a bordo do nosso planeta Terra
Esposende
PORTUGAL

Projeto de energia das ondas em Peniche assegura financiamento de 10 milhões

O Banco Europeu de Investimento e o programa Horizonte 2020 decidiram atribuir ao projeto Waveroller um empréstimo que cobre mais de metade do custo total da iniciativa

Projeto Waverolller, que está a ser desenvolvido em Peniche para explorar o potencial da energia das ondas para a geração de eletricidade, acaba de assegurar um financiamento de 10 milhões de euros do Banco Europeu de Investimento (BEI), com o apoio do programa comunitário Horizonte 2020.

O empréstimo faz parte da linha de apoio Innovfin Energy Demo Project, destinada a financiar, com maturidades até 15 anos, empreendimentos de teste de novas tecnologias no sector energético, que, por não estarem ainda numa fase de exploração comercial, não conseguem gerar para já as receitas necessárias ao pagamento do investimento.
O Waveroller já tem desde 2012 três protótipos em teste em Portugal, cada um com uma potência de 100 kilowatts (kW). A tecnologia permite converter a energia das ondas em energia elétrica com recurso a painéis que são instalados debaixo de água, com um circuito hidráulico no seu interior.
A nova fase prevê a instalação de um equipamento de demonstração em escala real com 350 kW. O custo desta nova etapa será de 19 milhões de euros (dos quais 10 milhões apoiados pelo empréstimo do BEI).
O comissário europeu da Inovação, Carlos Moedas, comentou, em comunicado, que “investir nas tecnologias de energias renováveis é reforçar o papel de liderança da Europa nesta área”, sendo que este apoio “contribui para soluções aos desafios das alterações climáticas globais, criando emprego e crescimento econômico sustentável na Europa e em Portugal”.
Além do Waveroller, Portugal já tem outros projetos de produção de energia a partir do mar, entre os quais o Windfloat, uma torre eólica flutuante ao largo da Póvoa de Varzim, com 2 megawatts (MW) de capacidade, que foi agora desligada, para dar lugar ao teste de outras tecnologias. O projeto Windfloat deverá mais tarde prosseguir ao largo de Viana do Castelo com um parque eólico offshore de maior dimensão.

FIM DO WINDFLOAT na nossa costa


O projeto pioneiro de produção de energia eólica 'windfloat' terminou a primeira fase de testes e seguem-se agora novos testes. A plataforma foi retirada do mar, onde esteve cinco anos, e dizem que foi para ser levada para Sines.
A verdade é que a torre heólica do projeto "windfloat" foi retirada e agora a nossa paisagem torna-se novamente limpa.


Blogue Pedrinhas & Cedovém com PortoCanal


sexta-feira, 15 de julho de 2016

Regresso ao mar, nova série na SIC Notícias

 «Da pesca à investigação científica aplicada à aquacultura, passando pela biotecnologia, Portugal está a voltar a investir no mar, e tem como objetivo aumentar o peso da economia azul no produto interno bruto nacional, pelo menos para 4,5% até 2020. A partir de hoje, às quintas-feiras, vamos voltar-nos para o oceano, com reportagens e diretos, na SIC e na SIC Notícias, e mais conteúdos no site da SIC Notícias, a propósito da exibição de "Regresso ao Mar", uma série promovida pelo Fórum Oceano e realizada por Francisco Manso.»

Governo quer agilizar intervenções de defesa da costa

Litoral XXI é apresentado esta sexta-feira. Praias entre a Costa Nova e Vagueira alimentadas com areias do Porto de Aveiro.


Os Ministérios do Ambiente e do Mar apresentam esta sexta-feira, em Vagos, o Litoral XXI – Governança e Plano de Ação, documento que define as prioridades de intervenção nas áreas do país sujeitas a fenômenos de erosão costeira e que inclui também a descentralização, para a esfera dos municípios, de competências hoje concentradas na Agência Portuguesa do Ambiente e noutras instituições dependentes da Administração Central.

O Plano é apresentando numa das zonas da costa mais sujeitas aos efeitos da erosão. Sem intervenção humana, e se o nível do mar aumentar como os cientistas prevêem, até 2100 a praia da Vagueira, em Vagos, corre um sério risco de ser riscada do mapa. Em 2014, a equipa do projecto Change – Mudanças Climáticas, Costeiras e Sociais, estimava que o mar pode avançar terra dentro ao longo de 11,6 metros já em 2025 e inundar as zonas na cota dos 2,5 metros.

O problema acentuou-se nas últimas décadas – entre 1973 e 1996, a linha de costa recuou 200 metros a sul da Vagueira, considerada a zona mais crítica para o equilíbrio da Ria de Aveiro – e seguindo as propostas contidas no último relatório sobre a gestão da zona costeira, e incluídas no novo Plano de Ação de Proteção e Valorização do Litoral 2016-2020, a solução passa pela reposição do equilíbrio sedimentar naquela área. Por isso, esta sexta-feira é assinado um contrato entre a Agência Portuguesa do Ambiente e a Administração do Porto de Aveiro para a dragagem de dois milhões de metros cúbicos de sedimentos do interior da infra-estrutura portuária, sedimentos esses que alimentarão os areais em risco a sul.

Com um investimento estimado em mais de seis milhões de euros – repartidos pelas duas instituições e financiáveis por fundos comunitários – a dragagem de inertes existentes em depósito na ria e numa “ilha” localizada no Porto de Aveiro, em frente à Zona de Atividades Logísticas e Industriais, permitirá melhorar as condições de navegabilidade do porto. E, ao mesmo tempo, minimiza o défice sedimentar desta parte da costa, muito associado, precisamente, às intervenções humanas no litoral - como o prolongamento de molhes - que alteraram, ao longo de décadas, a normal deslocação de areias para sul. 

terça-feira, 12 de julho de 2016

Proprietários, Amigos e simpatizantes de Lugar das Pedrinhas e Cedovém agradecem à Camara Municipal de Esposende

Proprietários, amigos, veraneantes e simpatizantes de Lugar das Pedrinhas e Cedovém agradecem à Câmara municipal, por novamente nesta época balnear disponibiliza nadadores-salvadores.


«O reconhecimento da qualidade das praias do concelho segue-se à distinção feita pela Associação Nacional de Conservação da Natureza, Quercus que atribuiu o grau “Qualidade de Ouro”, à água de cinco praias de Esposende. Apúlia, Ofir, Cepães, Ramalha e Rio de Moinhos foram premiadas por apresentarem sistematicamente, ao longo de cinco anos, boa qualidade ou qualidade excelente, tendo em conta a classificação da legislação em vigor.
Para além destes aspetos de ordem ambiental, importa ainda salientar que, numa perspetiva de melhoria da segurança dos utilizadores das praias do concelho, a Câmara Municipal irá promover a vigilância e o salvamento marítimo em zonas que apresentam um uso intensivo, apesar de não estarem associadas a nenhuma concessão de praia.
Não obstante não constituir responsabilidade da autarquia, a Câmara Municipal de Esposende disponibiliza nadadores-salvadores nas zonas de Pedrinhas/Cedovém, em Apúlia, e Suave Mar-Foz, na cidade de Esposende.»


Quanto às praias de Lugar das Pedrinhas & Cedovém não estarem associadas a nenhuma concessão é por não poderem ser, sem a aprovação da Associação dos Baldios, que atualmente gere os terrenos do Aforamento da Casa de Bragança que foi comprado pelos homens bons a 20 de outubro de 1877 e que no próximo ano faz 140 anos de existência.

No entanto, proprietários, amigos, veraneantes e simpatizantes de Lugar das Pedrinhas e Cedovém aguardam proposta da Câmara Municipal para uma atividade económica local, mantendo o espaço enquadrado com a paisagem natural, preservando o ambiente, assim como de classificar e manter o Património cultural e edificado ali existente.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

PCP quer vedar baldios ao arrendamento e retoma lei de 1976

Bancada comunista defende a revogação das alterações feitas à lei dos baldios pela anterior maioria PSD/CDS

Os baldios são usados para o pasto, a caça, a recolha de lenha e agricultura

Vedar os terrenos baldios ao comércio jurídico – designadamente ao arrendamento e circunscrever a sua gestão à população que reside área adjacente são duas das propostas que o PCP leva, nos próximos dias, ao Parlamento para anular as alterações feitas em 2014. A bancada comunista quer repescar a lei de 1976.

Há dois anos, PSD e CDS alargaram a todos os cidadãos eleitores da freguesia a possibilidade de serem compartes (que têm direito ao uso e fruição do baldio). A alteração foi contestada por algumas organizações ligadas ao sector agrícola e florestal e também pelos partidos mais à esquerda no Parlamento. O PCP quer agora revogar essa determinação, passando o universo dos compartes a integrar apenas os cidadãos com residência na área em que se situam os respectivos baldios, de acordo com a tradição local. A mudança na lei feita pela anterior maioria “potenciava conflitos sociais”, afirma o deputado comunista João Ramos. “Há casos em que o baldio pertence apenas a uma aldeia enquanto a freguesia [onde estão todos os eleitores inscritos] pode abranger mais aldeias”, exemplifica.

O projecto de lei comunista  a que o PÚBLICO teve acesso  garante “o direito das populações ao usufruto dos baldios de acordo com a sua vontade, usos e costumes”, sustenta o deputado. E é nesse sentido que a iniciativa legislativa retoma a primeira lei sobre os baldios, de 1976, que devolve às comunidades esses terrenos que passaram, em 1954, durante a ditadura, a ser administrados pelo Estado, através dos serviços florestais. “Queremos retomar o espírito que tinha essa lei de 76”, assume João Ramos, lembrando que a Constituição consagra os baldios como “meios de produção comunitários, possuídos e geridos por comunidades locais”. “Nem são propriedade pública nem privada, são de determinada comunidade de compartes e não de todos”, sublinha.

Como meios de produção comunitários, estes terrenos estão excluídos do comércio jurídico, no entender do PCP. E é por essa razão que outra das alterações propostas é vedar o arrendamento que a anterior maioria PSD/CDS tinha consagrado na lei. “Ficou a porta aberta ao arrendamento e também à inclusão na Bolsa de Terras”, critica o deputado, acusando a anterior maioria de “ceder aos interesses da indústria da pasta de papel”.

Os baldios (estimados em 500 mil hectares em todo o país) são utilizados pelas populações para apascentação de gado, recolha de lenhas e matos, de culturas e também de caça. Mas também têm servido para instalar pedreiras ou unidades de produção eólica, por exemplo, tornando mais relevantes os rendimentos deles retirados. Nesses casos, segundo o projecto comunista, podem estabelecer-se contrapartidas. A iniciativa legislativa coloca a gestão dos baldios totalmente nas assembleias de compartes, “clarificando e melhorando” procedimentos dessa administração, segundo João Ramos. Fechando a possibilidade de haver tributação dos baldios, os comunistas admitem a necessidade desses terrenos serem identificados nas conservatórias com vista à preservação e defesa do território nacional.

A discussão do projecto de lei do PCP, que deve ser feita em conjunto com outro do BE no mesmo sentido, irá acontecer só depois do Verão. Será mais um passo para tentar pôr fim ao diploma de 2014, depois de a regulamentação dessa mesma lei já ter sido revogada em Fevereiro deste ano pela maioria de esquerda – PS, PCP e BE. Os três partidos já tinham contestado o projecto da coligação PSD/CDS e pediram a fiscalização sucessiva do diploma ao Tribunal Constitucional, mas o tribunal não lhes deu razão.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Época balnear 2016 - Esposende

Passou mais um inverno e nada foi feito de proteção da costa marítima.



Estamos em nova época balnear e a AGENCIA PORTUGUESA do AMBIENTE e a  POLIS LITORAL NORTE que conhecem o problema no litoral de Esposende, muito bem, enfiam a cabeça na areia como "a avestruz" e reagem como se nada existisse. Entretanto vários veraneantes circulam com se não houvesse nenhum perigo, só que para eles, o que que poderá trazer uma simples sombra nas horas de mais calor é uma enorme desgraça, pois existem na praia como os brasileiros dizem várias arapucas.