INTRODUÇÃO

Pedrinhas e Cedovém são dois Lugares à beira mar, situados entre Ofir e a Apúlia, no concelho de Esposende - PORTUGAL.

Localizam-se num lugar calmo em cima do areal, onde pode almoçar e jantar com uma gastronomia típica local e poder usufruir de uma paisagem natural marítima Atlântica a uma temperatura do Litoral do Sul da Europa .
Onde construções CELTAS desabrocham de fundações milenares, que resulta uma relação de interligação com a paisagem. Os caminhos e os percursos de acesso ainda se encontram em areia e criam uma composição que conjuga de forma perfeita entre a topografia e época das construções, o que dá um cunho único ao Lugar. Se estivermos acompanhados com alguém especial, imediatamente nos apaixonamos e nunca mais conseguimos cortar o "cordão umbilical" com este LUGAR cheio de magia e de uma beleza natural única.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS 2018

No dia 18-4-18 houve uma visita guiada ao Lugar de Pedrinhas e Cedovem, no intuito de contar a sua fantástica História e ao mesmo tempo alertar para a necessidade da sua conservação e proteção.


O tema do ano passado foi "Património Cultural e Turismo sustentável" este ano é "Património Cultural: de geração em geração".



quarta-feira, 18 de abril de 2018

Sarrabulhada à vianense (ou uma anedota à moda do Minho)


A 22 de julho de 1972, a Câmara de Viana do Castelo vendeu o terreno onde existia o antigo mercado municipal a um tal Fernando Coutinho, destinado à construção de um prédio de seis andares.
Em janeiro de 1973, o novo proprietário do terreno apresenta à autarquia um projeto para a construção de um prédio que afinal tinha 13 andares (foto). Mais do dobro.
Um mês depois, apesar de toda a contestação, a Comissão Municipal de Arte e Arqueologia considerou não existir nenhum inconveniente quanto à altura e volumetria do edifício, dando parecer favorável ao projeto.
Em janeiro de 1975, já depois da revolução e com o prédio construído, a comissão administrativa que assegurou a condução da Câmara após o 25 de abril afirmou que tinha sido cometido "o maior atentado à harmonia" da cidade.
E, pela primeira, vez pedia-se a demolição do edifício.
Há 46 anos que se arrasta esta novela minhota e tão portuguesa, que há dias teve mais um episódio: "Providencia cautelar trava despejo do moradores do Edificio Coutinho" (Ler JN de 26 de março último).
É uma ópera bufa que, no fim de contas, revela incompetência a dois níveis: do sistema de justiça e do poder autárquico, ambos anedoticamente incapazes de lidar com problema.

Blogue Pedrinhas & Cedovém com Paulo Penedono no JN de 17/04/2017

Descoberto tesouro oculto do famoso rei viking Harald Bluetooth


Junto a um professor, um menino de 13 anos encontrou uma moeda de prata viking, o que levou a uma descoberta posterior de colares, pérolas, broches, braceletes e anéis ligados à dinastia do rei Bluetooth que governou a Dinamarca há mais de mil anos.
Quem não gostava de brincar de caça ao tesouro em criança? O passatempo exige dedicação, raciocínio rápido e rende ainda algumas doses de adrenalina. Na maior parte das vezes, o objeto a ser coletado no final é um objeto banal, que só servia para dar graça à brincadeira. Em ocasiões festivas, poderia ser um presente ou ovos de chocolate para a Páscoa, por exemplo. 

Mas nenhuma caça ao tesouro se compara a esta, empreendida por um garoto de 13 anos de idade e o seu professor, na ilha alemã de Rüngen, localizada no mar Báltico. A dupla encontrou uma moeda de prata viking, o que levou a uma descoberta posterior de colares, pérolas, broches, braceletes e anéis ligados à dinastia do rei Bluetooth que governou a Dinamarca há mais de mil anos. 


Este é o maior tesouro encontrado na região do sudeste do Báltico”, afirmou um arqueólogo sobre o achado. 


Para realizar esta descoberta, o arqueólogo amador René Schön e o seu aluno Luca Malaschnitschenko – ambos voluntários de um escritório de arqueologia do estado da Alemanha – saíram com detectores de metais à procura do que quer que aparecesse. 


Em janeiro de 2018, na ilha de Rüngen, onde a dupla achou o que parecia ser uma peça de alumínio comum. Porém, ao levar o artefato até a Secretaria do Estado, o objeto foi estudado e identificado como uma moeda de prata pertencente ao assentamento comercial Hedeby, da Era Viking. 




Foi então que o órgão estadual pediu para que Schön e Malaschnitschenko, de apenas 13 anos, não contasse nada sobre seu achado. 


Três meses após um longo trabalho de investigação, os arqueólogos do Departamento do Estado estudaram uma área de 400 metros quadrados e desenterraram muitos mais tesouros vikings, principalmente jóias ligadas à dinastia do rei Bluetooth.


Segundo a informação desta segunda-feira, o Escritório Regional de Arqueologia e Conservação de Monumentos do estado-federado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, na Alemanha, através de um comunicado, neste fim-de-semana, afirmou que foram recuperadas mais de 600 peças de prata do século X, entre as quais mais de 100 moedas cunhadas pelo rei Harald “Blaatand” Gormsson.

Além das moedas, que incluem gravuras de cruzes cristãs e pesam cerca de 0,3 gramas, foram encontradas pérolas, gargantilhas, fíbulas (alfinetes de peito) e um martelo.

Algumas das peças estão cortadas aos pedaços, porque eram usadas como pesos, segundo os arqueólogos, que consideram que se trata da maior descoberta de moedas realizada até o momento no sul do Mar Báltico.
Harald Blaatand, ou “Bluetooth”, filho do rei Gorm e da rainha Thyre, foi conhecido na sua época pela unificação das tribos norueguesas, suecas e dinamarquesas e pela conversão ao cristianismo. O sobrenome do famoso rei dinamarquês, que significa dente azul, acabou por dar nome ao sistema de ligações sem fio bluetooth, em homenagem às habilidades de comunicação que foram atribuídas ao monarca. 


Depois de perder uma batalha contra o filho Svend Tveskaeg (barba bifurcada), Harald Blaatand fugiu ferido para a ilha de Wolin, onde morreu. Segundo os arqueólogos alemães, a descoberta em Rügen pode estar relacionada com essa fuga, com a qual também foram vinculadas duas descobertas de jóias realizadas no final do século XIX na ilha próxima de Hidensee.
As primeiras pistas sobre o tesouro foram sem duvida trazidas por dois arqueólogos amadores, Rene Schön e o jovem Luca Malaschnitschenko, de 13 anos, que se dedicavam a rastrear, perto da cidade de Schaprode, em Rürgen, objetos arqueológicos com dispositivos GPS e detetores de metais.
Após localizarem várias peças, no inicio confundiram com fragmentos de alumínio e ferro, os dois decidiram entrar em contato com as autoridades competentes. neste último fim de semana, arqueólogos e voluntários, inclusive o menino de 13 anos, fizeram escavações na região e encontrarem todo o tesouro.
O rei Bluetooth, também conhecido por rei Haroldo I da Dinamarca, ganhou esse nome devido a uma descoloração em seu dente, que fazia ele parecer azul (blue tooth, em inglês, quer dizer dente azul). Ele ficou conhecido por implantar o cristianismo em seu país. 

Ao final de sua vida, o filho do rei Bluetooth, Sweyn Forkbeard, se rebelou contra ele e tomou o trono para si. O antigo rei foi-se refugiar em Pomerânia, ao norte da Alemanha e Polónia, e morreu de seguida. 


As moedas de metal encontradas pelos arqueólogos datam, inclusive, ao período em que o rei Bluetooth esteve por ali. A mais antiga delas data ao ano 714 d.C. e a mais recente ao ano de 983 d.C. 


Nós temos aqui um caso raro de descoberta que parece corroborar fontes históricas”, afirmou um arqueólogo ao jornal inglês The Guardian.

quarta-feira, 28 de março de 2018

A CONSERVAÇÃO É O FUTURO

«A CONSERVAÇÃO É O FUTURO. 
O FUTURO SÓ PODE EXISTIR SE HOUVER PASSADO. 
NÃO PODEMOS REESCREVER A HISTÓRIA. 
PODEMOS É ACRESCENTAR À HISTÓRIA.
E É ESSA MAIS-VALIA QUE TEMOS DE FAZER»


AUTOR E COORDENADOR DO PROJETO

quinta-feira, 22 de março de 2018

sábado, 17 de março de 2018

Andar de bicicleta embriagado dá cadeia? Pode acontecer

Caso aconteceu no ano passado em Esposende. O arguido, apanhado com 1,748 gramas por litro de sangue, já tinha sido condenado quatro vezes por conduzir embriagado.


O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou a condenação a quatro meses de prisão efetiva de um homem apanhado a conduzir uma bicicleta em estado de embriaguez junto a uma discoteca em Ofir, Esposende.
Segundo o acórdão, consultado pela agência Lusa, o homem fica ainda proibido de conduzir durante um ano.
O tribunal sublinha que o arguido, técnico auxiliar de saúde, já tinha sido condenado quatro vezes por conduzir embriagado, uma das quais em pena de prisão, suspensa na sua execução.
Os factos remontam a 24 de setembro de 2017 e ocorreram pouco depois das 4h00, na estrada de acesso a uma discoteca de Ofir.
O arguido estaria a conduzir uma bicicleta com uma taxa de álcool no sangue de pelo menos 1,748 gramas por litro.
Em tribunal, o arguido alegou que não andou mais de 100 metros de bicicleta e sempre na via de acesso à discoteca. Disse ainda que a ideia dele era pedir à GNR que guardasse a bicicleta, para que não ficasse à vista.
Garantiu igualmente que não sabia que não podia conduzir bicicleta com álcool a mais.
Os argumentos não colheram junto do tribunal, que, face aos episódios anteriores de condução sob o efeito do álcool, aplicou ao arguido prisão efetiva.
O acórdão sublinha que os factos de Esposende foram perpetrados no decurso do período de suspensão de uma pena de prisão pela prática do mesmo tipo de crime.
Além disso, o tribunal refere que, no âmbito dos crimes relativos à circulação rodoviária, "as exigências de prevenção geral são muito importantes, quer pela sua excessiva frequência, quer pelo perigo da gravidade das suas consequências, devendo assinalar-se às penas, por esses crimes, um efeito de prevenção geral de intimidação". 

quarta-feira, 14 de março de 2018

Tornado em Esposende provoca um ferido ligeiro

Estufa desabou quando o homem estava lá dentro a trabalhar. Várias casas da freguesia de Belinho ficaram também sem telhado

Um tornado atingiu esta quarta-feira de manhã a freguesia de Belinho, em Esposende. A passagem do fenómeno provocou um ferido ligeiro. "É um homem de 49 anos que ficou debaixo da estrutura quando ela caiu", explicou ao DN fonte dos bombeiros voluntários de Esposende.

O homem foi encaminhado para o Hospital de Barcelos. Além desta estufa que ficou destruída, outras estruturas ficaram sem telhado e danificadas à passagem do tornado. "Cinco a seis" casa ficaram sem telhado, referiu à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Braga. Um poste de eletricidade também caiu com a força do vento.
Os bombeiros receberam o alerta para a situação às 11.00.
O Diário do Minho publicou um vídeo sobre o que aconteceu esta manhã.
Além dos bombeiros, no local estiveram elementos da Proteção Civil municipal e da EDP.

Segundo explicou ao DN a meteorologista Paula Leitão, o fenómeno registado é mesmo um tornado. "Segundo as imagens parece um tornado e é consistente com a situação meteorológica registada no radar", apontou. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) ainda não conseguiu determinar a intensidade e trajeto do tornado.

sábado, 10 de março de 2018

Ondas excecionalmente fortes vão atingir costa de Portugal -SINAL VERMELHO - Esposende

Está previsto o agravamento do estado do mar na noite de sábado e na madrugada de domingo. As ondas podem chegar aos 15 metros.
A Marinha e a Autoridade Marítima Nacional alertaram hoje para o agravamento do estado do mar nos próximos dias, com a previsão de uma ondulação "excecionalmente" forte na noite de sábado e manhã de domingo.
sinal vermelho para Lugar-das-Pedrinhas & Cedovém

Em conferência de imprensa, o tenente Quaresma dos Santos, do Instituto Hidrográfico, avançou que este tipo de ondulação é "excecional" e só ocorre "duas ou três vezes por ano", o que leva a que algumas barras que tradicionalmente não são fechadas venham a encerrar.
O tenente Quaresma dos Santos adiantou que o pico da agitação marítima vai ocorrer na noite de sábado e madrugada de domingo, atingindo toda a costa Oeste, sendo o Algarve a região menos afetada.
"O nível de mar está cerca de meio metro acima do nível médio, este meio metro a mais associado a uma agitação marítima muito forte, muito grande e com um período de onda muito longo, ao alcançar a costa portuguesa, pode vir a gerar situações de galgamento da orla costeira e eventualmente causar alguns estragos", sublinhou.
O tenente Quaresma dos Santos explicou que o responsável pelo agravamento do estado do mar é a tempestade Félix, que está a ser acompanhada operacionalmente pela Marinha
De acordo com o Instituto Hidrográfico, esta tempestade começou a fazer-se sentir na quinta-feira nos Açores, estando hoje a afetar a Madeira, que também vai sofrer "condições meteorológicas e oceanográficas idênticas e excecionais", e a partir de sábado vai alcançar o continente.
"Vão reunir-se um conjunto de condições que a Marinha alerta por serem excecionais e por poderem provocar situações de risco ao longo da orla costeira", avançou.
O tenente Quaresma dos Santos disse ainda que, ao final da manhã de hoje, estavam seis barras fechadas, sete condicionadas e 31 abertas, mas é esperado que nas próximas horas sejam encerradas mais barras.
Face às condições do estado do mar, a Marinha e a Autoridade Marítima Nacional (AMN) alerta a população para evitar comportamentos de risco.
O porta-voz da Marinha e a AMN afirmou ainda que os piquetes da Polícia Marítima "estão em prontidão" e vão fazer patrulhas "muito mais regulares do que numa situação normal" em todas as zonas da costa portuguesa.

Cuidados a ter
A entidade alerta também para a possibilidade de se verificarem danos em estruturas montadas ou suspensas e possibilidade de queda de ramos ou árvores, a par de possíveis acidentes na orla costeira e de fenómenos geomorfológicos causados por instabilização e saturação dos solos.
A ANPC aconselha a população a desobstruir os sistemas de escoamento e a reduzir a velocidade na condução, recomendando ainda que as pessoas não atravessem zonas inundadas, para precaver o arrastamento para buracos no pavimento ou caixas de esgoto.

A ANPC pede ainda que se tenha especial cuidado junto de áreas arborizadas, da orla costeira e de zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, além de recomendar que não se pratiquem atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Tu ainda não tinhas nascido e nós já cá estávamos - OFIR 1910


Em 1910 ainda não existia Ofir, haviam somente algumas construções.

A esta zona chamava-se Lugar das Barracas. Havia aqui um Posto da Guarda Fiscal e intitulava-se Zona das Areias de Apúlia e Aguçadoura


Havia somente estas construções, como prova esta carta do Instituto Geográfico e Cartográfico



domingo, 21 de janeiro de 2018

Aprovada lei para legalizar primeiras habitações na Culatra

O Parlamento aprovou esta sexta-feira, em votação final global, a lei que altera o regime de utilização dos recursos hídricos e permitirá legalizar casas em núcleos residenciais piscatórios na ilha da Culatra, em Faro


O Parlamento aprovou esta sexta-feira, em votação final global, a lei que altera o regime de utilização dos recursos hídricos e permitirá legalizar casas em núcleos residenciais piscatórios na ilha da Culatra, em Faro.
Na hora da votação, apenas o deputado do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) se absteve, e as restantes bancadas votaram a favor.
O processo legislativo começou com a aprovação, em Conselho de Ministros, em 28 de setembro, de um diploma que “permitirá a regularização de situações de ocupação do domínio público hídrico sem o devido título de utilização”.
Menos de um mês depois, a 20 de outubro, o Parlamento aprovou, por unanimidade e na generalidade, este diploma.
Na discussão na especialidade foram feitas pequenas alterações, permitindo a legalização de casas de primeira habitação não só das pessoas ligadas à comunidade piscatória, mas também quem presta “serviço à comunidade”.
Segundo o Governo, a partir de agora poderá haver um “tratamento adequado de situações para as quais as regras vigentes se manifestavam desadequadas”.
Na proposta de lei, o Governo aponta como “caso paradigmático” o núcleo da Culatra, na ilha da Culatra do sistema lagunar da Ria Formosa (Algarve), que “constitui um aglomerado piscatório com raízes históricas e com evidências claras de uma ocupação antiga e que detém um estatuto social, económico e cultural merecedor de reconhecimento e valorização”.
Com esta alteração, são criadas “as condições que permitem a legalização das referidas ocupações dentro dos limites estabelecidos no plano de ordenamento da orla costeira em vigor para a área”, dispensando-se a realização de procedimento concursal para a escolha do utilizador e permitindo-se “a renovação dos títulos de utilização por um período máximo de 30 anos” ao conjunto dos títulos emitidos.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Governo não quer avançar com o Plano A, que custaria só 6 milhões e meio em proteger e opta por 14 milhões em demolir

GOVERNO AFETA 17 MILHÕES DE EUROS A DEMOLIÇÕES EM ESPOSENDE E VIANA



O novo plano de gestão da orla costeira prevê a demolição de diversas construções nas zonas de Apúlia e Ofir, em Esposende, e nas praias da Amorosa e de Castelo de Neiva, em Viana do Castelo. As operações têm uma dotação financeira na ordem dos 17.000.000,00€ para eventuais indemnizações e deslocalização de unidades de restauração existentes nas áreas de intervenção.




A intervenção de maior dimensão vai decorrer nas praias de Pedrinhas e de Cedovém, na Vila de Apúlia. O Plano Ação Litoral XXI, da responsabilidade do Ministério do Ambiente, atribuiu à operação uma prioridade «elevada». A intervenção é para arrancar em 2019 e tem uma dotação financeira de 14 milhões 386 mil 204 euros, montante que é garantido pelo Polis Litoral Norte, pela Agência Portuguesa do Ambiente e pela Administração Hidrográfica do Norte.


Salienta o novo plano de gestão da orla costeira que o grande objetivo da intervenção reside em «prevenir o risco [de erosão?] através da retirada programada de ocupações» na área nascente. As demolições serão seguidas do processo de «renaturalização das áreas a desocupar», da «manutenção e reforço do cordão lunar» e da «instalação de vedações e passadiços» de forma a que o acesso às praias seja reordenado.


«Pretende-se também relocalizar as unidades de restauração existentes ao longo da via pública», sublinha o Plano de Ação Litoral XXI. Para fora da zona de risco serão também relocalizados os «arrumos de aprestos de apoio à pesca», bem como algumas construções à atividade de pescadores que se encontram «ao longo da via pública».
O rol de demolições apontadas para a zona costeira de Esposende vai ainda incidir sobre construções em zona de risco, na parte sul da praia de Ofir, e na praia Suave Mar.


Estas duas operações têm reservado 643 709 € e 387 874€, respetivamente. O arranque das demolições está previsto para 2019, no caso da praia de Ofir; para o ano 2021 está previsto o arranque dos trabalhos de demolição e renaturalização da praia Suave Mar. A intervenção em Ofir é de prioridade elevada.

Esposende já tem reservados quase 32 000 000,00€ para investimentos no ambiente e as verbas começam a chegar este ano.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Barra de Esposende já não é só perigo para os pescadores





 O município de Esposende elaborou um plano de contingência para galgamentos costeiros que visa prevenir situações de risco e definir procedimentos de protecção de pessoas e bens, em caso de catástrofe. O plano foi apresentado, na semana passada, numa reunião onde foram debatidas as medidas já assumidas e seus resultados, obras em curso, e onde foram ponderadas as acções futuras a desencadear na embocadura do Rio Cávado.

O que pretendemos é a estabilização do sistema dunar que forma a restinga, assim como a melhoria das condições de navegabilidade no rio e na barra em particular, que colocam em perigo todos aqueles que nele navegam' assume o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, que admite que “no momento e condições actuais da restinga, acresce assegurar a defesa da população e seus bens nesta zona mais exposta à acção do mar”.

A autarquia de Esposende está disposta a disponibilizar recursos próprios para “patrocinar o avanço imediato de uma solução com carater definitivo”.

Neste contexto, o Município esposendense vai criar um grupo de trabalho para acompanhar as obras de protecção bem como o plano de intervenção e monitorização da orla costeira, constituído pelas entidades presentes na reunião, nomeadamente: representantes do Município, da Protecção Civil, das corporações de bombeiros, da Autoridade Marítima, dos pescadores, das juntas de freguesia, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e do ICNF, mas também da comunidade científica.

Benjamim Pereira admite que o actual estado de conservação da restinga constitui “enorme preocupação para o Município”.

A destruição da restinga faz com que a ondulação chegue já junto à avenida marginal. As  medidas de autoprotecção contemplam a intervenção, em último recurso, de engenharia pesada, para colocação de barreiras junto à marginal”, disse o responsável pela Protecção Civil de Esposende, Carlos do Carmo, na reunião realizada a semana passada.


Benjamim Pereira assegurou que “o município não apoiará soluções experimentais que continuem a consumir recursos financeiros e que não resolvam o problema” porque, enfatizou, “no dia em que acontecer uma catástrofe em Esposende, a obra avançará de imediato e serão ultrapassados os obstáculos que agora vêm sendo colocados, só que aí será tarde demais para alguns.” 

A actual situação da Barra de Esposende é um enorme problema para o desenvolvimento do concelho, um risco enorme para os pescadores e agora também para a própria cidade de Esposende. Cabe-me alertar as entidades responsáveis, e trabalhar com elas no sentido de encontrar soluções” adiantou o edil.

O presidente do conselho de administração da Polis Litoral Norte, Pimenta Machado, explicou as razões que fizeram com que não tivesse resultado a solução anteriormente adoptada, apontando como principal problema “o incumprimento da especificidade dos geocilindros, por parte do fornecedor”. “Vários aspectos fragilizaram a solução que ali foi desenvolvida”, adiantou Pimenta Machado que anunciou, para Março do próximo ano o arranque das obras de recomposição da restinga, a dragagem da barra com deposição das areias nas praias adjacentes, assim como a reconstrução do molhe longitudinal ao rio. De resto, a intervenção prevista para a praia da Bonança, em Fão, arrancará no mesmo mês.



Um dos responsáveis pela situação atual de Pedrinhas e Cedovém é a Câmara de Esposende




Esta é uma das várias casas que estão em risco de derrocada, por causa da falta de proteção e pelo abandono por parte do Município de Esposende.

Viana do Castelo. Praia Norte inaugurada pelo ministro do Ambiente



O ministro do Ambiente, José Pedro Matos Fernandes, inaugurou a empreitada de Defesa Costeira, Proteção de Pessoas e Bens e Requalificação da Frente Marítima da Praia Norte, uma obra da Polis Litoral Norte orçada em 3,1 milhões de euros e comparticipada pelo POSEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos).
A empreitada da Polis Litoral Norte teve duas fases distintas: uma primeira empreitada de Defesa Costeira e Proteção de Pessoas e Bens na frente Marítima da Praia Norte e, na segunda fase, a Requalificação da Frente Marítima, que pretende assegurar a manutenção equilibrada desta faixa da orla costeira particularmente ameaçada pelo efeito do mar e pela ocorrência de ocupação densificada.
Na primeira fase, decorreram obras de consolidação de infraestruturas de proteção da erosão costeiras, redes de infraestruturas necessárias e o reordenamento do estacionamento. Na segunda fase, foram executadas as praças temáticas, instalação de mobiliário urbano e equipamento de recolha de lixo, árvores e vegetação, sinalização e iluminação pública e remates de infraestruturas e, recentemente, foi aberto o novo parque infantil.
A intervenção, agora concluída, criou um novo muro de proteção costeira recuado relativamente ao anterior, aumentou a área de praia, substituiu a circulação automóvel na frente marítima por um amplo passeio pedonal, concentrou o estacionamento automóvel na retaguarda, criou um conjunto de praças temáticas vocacionadas para os mais diversos usos – áreas relvadas, zona infantil, auditório natural e equipamentos de restauração e de uso público, os já existentes e os previstos para breve – dotou a globalidade do espaço de mobiliário urbano e iluminação modernos, e assegurou a continuidade do circuito da Ecovia do Litoral Norte, valências que no conjunto rapidamente potenciaram o uso diurno e noturno, exclusivamente pedonal e ciclável, deste espaço marítimo de excelência.
Na cerimónia, o ministro do Ambiente, José Pedro Matos Fernandes, sublinhou que a Praia Norte “é um exemplo” daquilo que tem que ser feito no litoral para o combate à erosão costeira e proteção, sublinhando o trabalho conjunto das autarquias e da Polis Litoral Norte que, só em Viana do Castelo está a investir 30 milhões de euros no litoral.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Tripulantes resgatados após naufrágio de barco de pesca em Esposende

Naufrágio aconteceu de madrugada em frente às torres de Ofir. Já esta manhã, um outro barco virou em Valadares e os pescadores chegaram à praia a nado

 
Uma embarcação de pesca naufragou hoje ao largo de Esposende, mas os dois tripulantes que nela seguiam foram resgatados com vida, disse à Lusa fonte da Capitania de Viana do Castelo. Segundo a fonte, o naufrágio aconteceu pelas 05:20, numa zona "em frente às torres de Ofir".
Os tripulantes, de 55 e 56 anos, foram resgatados por uma outra embarcação que operava no local. Um deles "apresentava sintomas de hipotermia". Foram os dois transportados para o hospital.
Também esta quinta-feira, uma pequena embarcação de pesca virou ao largo da praia de Valadares Norte, em Gaia, avança o Jornal de Notícias. Segundo a mesma fonte, os dois tripulantes da embarcação vieram a nado até à praia e foram socorridos pelos bombeiros Sapadores de Gaia e Voluntários de Valadares. O alerta foi dado pelas nove da manhã.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Orçamento de Estado para 2018: Governo transfere até 142 mil euros para Polis Litoral Norte e VianaPolis

«O Governo prevê, no âmbito do Orçamento do Estado para 2018, a transferência de até 132 mil euros para a Polis Litoral Norte, e de até 10 mil euros para a VianaPolis, destinados à recuperação daqueles territórios.



A proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), entregue na sexta-feira pelo Governo na Assembleia da República inclui uma "transferência de verbas, até ao montante de 132.300 euros do orçamento da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos do Ministério do Mar, para a Polis Litoral Norte - Sociedade para a Requalificação e Valorização do Litoral Norte, S.A.".

Este valor irá destinar-se ao "financiamento de trabalhos de recuperação de cordões dunares com recurso a areias dragadas".

O mapa de alterações e transferências orçamentais contempla também a transferência de até 10 mil euros de verbas provenientes de receitas gerais, da Direção-Geral do Território para a Vianapolis, Sociedade para o Desenvolvimento do Programa Polis em Viana de Castelo, S. A.

O relatório do Orçamento do Estado refere que as "sociedades Polis Litoral (Norte, Ria de Aveiro, Ria Formosa e Sudoeste) foram dissolvidas em 31 de dezembro de 2016, com data prevista para a conclusão da liquidação e partilha aprovada no prazo de dois anos a contar daquela data".

Já a "VianaPolis tem previsto, nos respetivos estatutos, a sua dissolução em 31 de dezembro de 2017".

Relativamente ao encerramento de intervenções realizadas no âmbito dos programas Polis, a proposta de OE2018 refere que "o membro do Governo responsável pela área do ambiente pode proceder, na respetiva esfera de competências, à alocação de verbas resultantes do capital social das sociedades Polis, mediante autorização do membro do Governo responsável pela área das finanças, até ao montante de seis milhões de euros".

 - CONSTRUIDO - 

"As sociedades Polis ficam autorizadas a transferir os saldos para apoiar o necessário à execução das empreitadas que ainda se encontrem em curso à data da transferência para outras entidades, nos termos a definir por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e do ambiente", acrescenta o texto.

Já na alínea relativa à liquidação destas sociedades, é referido que "o limite da dívida total previsto [...] não prejudica a assunção de passivos resultantes do processo de liquidação das sociedades Polis".

- PARA DEMOLIR - 

Os programas Polis visam promover intervenções nas vertentes urbanística e ambiental, por forma a promover a qualidade de vida nas cidades, melhorando a atratividade e competitividade dos polos urbanos, segundo a Direção-Geral do Território.»