INTRODUÇÃO

Pedrinhas e Cedovém são dois Lugares à beira mar, situados entre Ofir e a Apúlia, no concelho de Esposende - PORTUGAL.

Localizam-se num lugar calmo em cima do areal, onde pode almoçar e jantar com uma gastronomia típica local e poder usufruir de uma paisagem natural marítima Atlântica a uma temperatura do Litoral do Sul da Europa .
Onde construções CELTAS desabrocham de fundações milenares, que resulta uma relação de interligação com a paisagem. Os caminhos e os percursos de acesso ainda se encontram em areia e criam uma composição que conjuga de forma perfeita entre a topografia e época das construções, o que dá um cunho único ao Lugar. Se estivermos acompanhados com alguém especial, imediatamente nos apaixonamos e nunca mais conseguimos cortar o "cordão umbilical" com este LUGAR cheio de magia e de uma beleza natural única.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

MITOLOGIA ESCANDINAVO - GERMÂNICA


«Os povos que conhecemos como viquingues viviam no norte da Europa, na Escandinávia, numa área descontínua formada hoje pela Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Islândia e ilhas Féroes. Entre os séculos VIII e XI percorreram a costa ocidental da Europa, tendo chegado ao Canadá e à Groenlândia. Na designação de antigas línguas nórdicas eram os "homens que iam de vicus em vicus", isto é, nômades que viviam em acampamentos, levando as suas feiras de comércio de um lado para outro. Eram também os viquingues ao mesmo tempo guerreiros, piratas, agricultores, pescadores, navegadores e colononizadores. Todos tinham o direito de usar armas. Combatiam a pé, a cavalo e no mar.
Outra etimologia admitida nos indica que “vik” é enseada, baía, lugar onde piratas se ocultam. Nesta condição, eram navegadores-comerciantes que se organizavam em grupos, principalmente a partir do séc. VI, para vender âmbar, peles de animais, escravos e produtos manufaturados. Com a desagregação do império carolíngeo e com a interrupção do fluxo de comércio através do eixo mediterrâneo leste-oeste pelos árabes, transformaram-se os viquingues em grupos predadores quando a ocasião era propícia, atuando então mais na direção oeste (ocidente). Serão também conhecidos mais tarde como "homens do Norte", normandos.
Inspiraram grande terror ao ocidente europeu devido principalmente ao fato de preferirem como vítimas de seus ataques os religiosos e suas propriedades, mosteiros, abadias, igrejas etc. A maravilhosa técnica de suas embarcações permitiu-lhes colonizar a Islândia e a Groenlândia, com inúmeras incursões à Europa ocidental, Países-Baixos, França, Rússia, Constantinopla e Bagdá. No período carolíngeo (742-814), piratas viquingues já haviam atacado muitas localidades europeias; em 845, Paris foi atacada.
Entram pelo Sena em 896. Por um tratado de 911, uma região do nordeste da França foi cedida a eles, a Normandia. Chegaram à Sicília e a Nápoles, fundam Novgorod e Kiev na Rússia. Em 874, descobrem a Islândia; chegam à América no ano 1000 e em 1096 conquistam a Inglaterra. A história desse povo começou por volta de 800 quando ocorre o primeiro ataque deles que se conhece, o de uma frota escandinava a uma ilha inglesa. Esse período de comercialização e também de saques e pilhagens só terminou por volta do século XI com a conversão ao Cristianismo de todos os países escandinavos.
Em épocas anteriores ao Neolítico (4000 aC), tinham uma vida totalmente nômade, caçando, pescando e colhendo vegetais silvestres. Seus acampamentos eram temporários, de preferência nas costas marítimas ou ao longo dos rios e lagos. No Neolítico fixam-se mais ao solo, ganhando importância uma incipiente vida pastoril. É nesse período que surgem pequenas comunidades agrícolas, desenvolvendo-se também a produção de instrumentos e utensílios de silex.
O Neolítico termina para eles por volta de 2000 aC, começando então a chamada Idade do Bronze (cobre + estanho), metal talvez proveniente da Europa central e ocidental. Em torno do ano 1000, o ferro começa a ser muito usado, fato que provocou uma verdadeira revolução tecnológica. Descobrem-se minas de ferro, metal muito abundante na Escandinávia, chamado então de "minério do pântano" ou "do lago".

A idade do ferro se divide em quatro períodos: 

1) Primitivo (celta e pré-romano), com a duração aproximada de dois séculos. Algumas formas de organização aparecem, centros comunitários (casa grande, estábulos, celeiros, oficinas) se desenvolvem em torno da chamada "praça do povo", valas protetoras à volta. Faziam-se alguns sacrifícios às divindades. Os mortos eram levados para os pântanos e lagos, mais para aqueles, o que permitiu que os corpos encontrados posteriormente nesses lugares apresentassem um excelente estado de conservação (gente do pântano): 
2) Romano - o domínio de Roma estendendo-se (sécs. I-IV dC) ao continente europeu vai trazer muitas mudanças à vida escandinava. Nota-se um grande desenvolvimento da agricultura. Definem-se traços sociais e políticos que servirão de base para os reinos escandinavos. Os escritores romanos nos dão notícias desse período: Estrabão, Plínio, Tácito, César e outros. A crise se instala no séc.III com a progressiva decadência do império romano.
3) Período das migrações - intensa movimentação bárbara no sentido leste-oeste europeu, do séc. V ao VI. Surgem alguns impérios, como o Franco e o reino visigótico na Ibéria. Grande desenvolvimento comercial. 
4) período de Vendel (sécs. VII e VIII). O nome se deve a uma povoação da Suécia central onde foram encontrados túmulos riquíssimos, sinais de dinastias reais. Formam-se alguns centros de poder regionais (Dinamarca). Este período é a base do mundo viquingue.»


Um dos lugares que estavam interrelacionados com os Vikings era o Gramadoiro, em Lugar das Pedrinhas, Apúlia, Esposende, Portugal


Aqui houve muita troca de sal por nacos de bacalhau seco. E como o escritor Miguel Real diz:
«Na Idade Média, a costa portuguesa era invadida por vikings, que traziam o bacalhau para comer. Mas, tal como todos os outros peixes, este apodrecia. Nisto, os vikings "constataram que na costa portuguesa havia grandes marinhas de sal que podiam conservar o peixe". A realeza portuguesa chegou, então, a um acordo para evitar tantos ataques por parte dos nórdicos: sal em troca de bacalhau e vice-versa. "Nós tínhamos o sal, os vikings tinham o bacalhau, que assim se introduziu na comida portuguesa
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