INTRODUÇÃO

Pedrinhas e Cedovém são dois Lugares à beira mar, situados entre Ofir e a Apúlia, no concelho de Esposende - PORTUGAL.
Localizam-se num lugar calmo em cima do areal, onde pode almoçar e jantar com uma gastronomia típica local e poder usufruir de uma paisagem natural marítima Atlântica a uma temperatura do Litoral do Sul da Europa. Os caminhos e os percursos de acesso ainda se encontram em areia e criam uma composição que conjuga de forma perfeita entre a topografia e época das construções, o que dá um cunho único ao Lugar. Se estivermos acompanhados com alguém especial, imediatamente nos apaixonamos e nunca mais conseguimos cortar o "cordão umbilical" com este LUGAR cheio de magia e de uma beleza natural única.

2023/06/15

Apresentação do Projeto de Requalificação da zona de Pedrinhas e Cedovém

 

15 junho 2023

cedovém 1

O Município de Esposende vai promover, na próxima segunda-feira, dia 19 de junho, pelas 18 horas, no Auditório Municipal, a apresentação do Projeto de Requalificação Ambiental e Valorização das Atividades Tradicionais em Pedrinhas e Cedovém, Apúlia.

No âmbito do Programa da Orla Costeira Caminha-Espinho, o Município de Esposende tem desenvolvido um intenso trabalho que tem como principal objetivo diminuir o risco para as populações.

São objetivos deste projeto recuperar o cordão dunar, conservar o património cultural (material e imaterial), ordenar o uso balnear e os acessos e garantir condições para o desenvolvimento sustentável das atividades económicas existentes.

Além de integrar a Reserva Ecológica Nacional e a Rede Natura 2000, a área de intervenção está também incluída no Parque Natural do Litoral Norte, cujo Plano de Ordenamento a classifica como Área de Intervenção Específica.

O Município de Esposende fixará um prazo para consulta pública do Projeto de Requalificação Ambiental e Valorização das Atividades Tradicionais em Pedrinhas e Cedovém, durante o qual será possível a constituição de interessados e a apresentação de contributos.

CAMARA MUNICIPAL DE ESPOSENDE

2023/05/27

O processo que prevê demolir as habitações em risco devido à erosão costeira em Pedrinhas/Cedovém, Esposende, teve parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente, apontando-se a conclusão do projeto de execução para o final do ano, foi hoje revelado

 "O processo está imparável", declarou à Lusa o presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira, quando confrontado com a inexistência de qualquer referência às centenas de demolições previstas no seu concelho na versão corrigida do Regulamento de Gestão de Praias em consulta Pública desde 22 de junho e até 4 de julho.

Em Esposende, o documento que sintetiza, nos seus anexos, as ações de ordenamento e valorização das praias marítimas abrangidas pelo Programa da Orla Costeira Caminha-Espinho (POC-CE), refere apenas a demolição de dois apoios existentes na Praia da Apúlia.

Contudo, no POC-CE, na Área Crítica de Cedovém/Pedrinhas está prevista a demolição de 89 habitações, mais de meia centena de anexos e sete restaurantes.

A Lusa solicitou esclarecimentos à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), não tendo até ao momento obtido qualquer resposta. Já segundo o presidente da Câmara de Esposende, ter-lhe-á sido explicado que no regulamento em causa não teriam de constar todas as ações previstas, uma vez que as mesmas estão previstas no POC-CE.

Ouvido pela Lusa, o autarca revelou ainda que o município está "em processo de aquisição de terreno" para construção de 11 habitações para realojar os moradores que terão de abandonar o núcleo de Cedovém.

Blogue Pedrinhas e Cedovém com JN

2023/05/25

Trabalhos arqueológicos no local interceptor revelam ocupação humana com 300.000 anos em Esposende

 


As escavações arqueológicas realizadas em maio no canal interceptor de Esposende permitiram recolher artefactos líticos talhados - ferramentas de pedra lascada, atribuídos ao denominado tecno-complexo Acheulense, fazendo recuar a ocupação humana no território a 300.000 anos.

Os dados obtidos sugerem que estas peças terão sido produzidas numa antiga praia, que se encontra a cerca de um quilómetro da atual linha da costa e 13 metros acima do nível do mar. Esta premissa documenta os sucessivos avanços e recuos do oceano, durante a época da história da terra denominada Pleistoceno.

Iniciados em outubro passado, os trabalhos arqueológicos, realizados com o apoio do município são coordenados por Sérgio Monteiro-Rodrigues, do Departamento de Ciências e Técnicas do Património da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e contam com a participação de estudantes de licenciatura e de mestrado desta mesma instituição, bem como Alberto Gomes (Geografia/Geomorfologia - FLUP) e da equipa técnica do Serviço de Património Cultural (do município), para além do apoio logístico, técnico e de equipamentos da autarquia.

Blogue Pedrinhas e Cedovém com OAMARENSE

2023/04/28

ESPOSENDE TEM PATRIMÓNIO da época antes de Cristo


 LUGAR DAS PEDRINHAS É POVOAÇÃO AQUAS CELENIAS
Povoação na foz do rio CELOS (rio Cávado)
Ligação fluvial a BRÁCARA AUGUSTA (Braga) 

Última interpretação

 Vía romana XX “per loca maritima”

2023/03/26

Demolição de edifícios na costa de Esposende sem avanços. Intervenção já devia estar concluída

 Quase dois anos após a entrada em vigor do Plano da Orla Costeira Caminha-Espinho ainda nenhum edifício da costa de Esposende foi demolido.

Em 2019, o Plano da Orla Costeira identificava como prioritária a intervenção na área de Pedrinhas e Cedovém.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tinha projetado a conclusão das demolições para 2021, mas esta sexta-feira garantiu ser impossível “quantificar ou identificar as edificações a demolir”.

Face à inação do Estado, o Município de Esposende achou urgente intervir e avançou há dois anos com um projeto que prevê a demolição de 300 edifícios e o realojamento de 14 famílias.

Vários restaurantes vão ser demolidos ao longo da execução deste projeto. De forma a não prejudicar ninguém, “o projeto prevê a construção de novos equipamentos mais afastados da linha do mar um pouco e com outras condições muito melhores”, adianta ao Porto Canal, Benjamim Pereira, Presidente da Câmara Municipal de Esposende.

A APA esclareceu à Lusa que “relativamente à demolição de construções localizadas no domínio hídrico, mantém-se a indicação de demolição de todas as construções cuja localização se considera inadequada face ao risco e que não prestem apoio às atividades de interesse público na área como a prática balnear”.

Ainda assim a intervenção continua prevista para as edificações que não reúnam condições para adaptação/reabilitação de acordo com os requisitos do Regulamento de Gestão das Praias Marítimas.

No entanto, o organismo não clarifica quais as construções que se adequam aos regulamentos acima descritos.

portocanal

Esposende: Demolições de edifícios na costa Apúlia e Marinhas já deviam estar concluídas, mas ainda não arrancaram

 A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) reiterou hoje, quase dois anos depois da entrada em vigor do Plano da Orla Costeira Caminha-Espinho, não ser possível “quantificar ou identificar as edificações a demolir”, esclarecendo que serão alvo de estudo.


Se, no âmbito da concretização da estratégia definida para a Área Crítica, se verificar a indispensabilidade da demolição e/ou relocalização de uma qualquer construção, estas intervenções serão planeadas e executadas em função da legalidade das referidas ocupações do domínio hídrico. Não é, desde já, possível quantificar ou identificar as edificações a demolir”, referiu aquela entidade em resposta à Lusa.

O Plano da Orla Costeira Caminha-Espinho (POC-CE), que entrou em vigor em agosto de 2021, identifica 46 áreas críticas, determinando o recuo planeado de dezenas de núcleos habitacionais e a proteção, no Porto, da Praia Internacional, junto ao Edifício Transparente, cuja demolição, tal como mais três dezenas de edifícios, estava inicialmente prevista.

Confrontada pela Lusa sobre o andamento do processo, a APA esclareceu querelativamente à demolição de construções localizadas no domínio hídrico, mantém-se a indicação de demolição de todas as construções cuja localização se considera inadequada face ao risco e que não prestem apoio às atividades de interesse público na área como a prática balnear”.

A indicação de demolição mantém-se ainda para as construções que não apresentem condições para adaptação/reabilitação de acordo com os requisitos funcionais e construtivos determinados no Regulamento de Gestão das Praias Marítimas.

Até ao momento, a APA não esclareceu, contudo, quais os edifícios que se enquadram concretamente nestes parâmetros, sublinhando apenas que “Áreas Críticas não têm implementação imediata, e serão objeto de estudos de especialidade, no âmbito dos quais será efetuada e aprofundada a sua programação, execução e financiamento”.

Contudo, e de acordo com o programa de execução do POC-CE Caminha-Espinho, disponibilizado na página oficial da Agência Portuguesa do Ambiente, algumas destas intervenções já deviam ter acontecido, como é o caso da retirada de construções em Ofir Sul e em Pedrinhas/Cedovém, no concelho de Esposende, cujas intervenções, classificadas como de prioridade elevada, estavam programadas para o espaço temporal entre 2019 e 2021.

Até ao momento, nenhuma destas ações avançou.

A indefinição da APA quanto à demolição destas construções em domínio hídrico tem sido alvo de sucessivas críticas do presidente da Câmara do Porto, o independente Rui Moreira, que ainda em setembro de 2022 disse “continuar a não compreender” os critérios do POC-CE, nem os “avanços e recuos” relativamente a imóveis na frente marítima, como o Edifício Transparente.

Em julho do mesmo ano, também o vereador do Urbanismo da autarquia portuense esclarecia que inicialmente estava prevista a demolição do Edifício Transparente, mas que “depois foi publicado no site da APA um conjunto de planos de praia que determinam exceções”.

A primeira versão do POC-CE, conhecida em 2018, determinava a destruição de 34 edifícios, entre eles o Edifício Transparente, construído no Porto durante a Capital Europeia da Cultura em 2001 e que custou 7,5 milhões de euros.

A destruição do imóvel, projetado pelo arquiteto catalão Solà-Morales, era “o peso pesado” de uma lista onde figuravam vários edifícios, sobretudo de restauração, e centenas de casas de 14 núcleos habitacionais (sete são de origem piscatória).

E24 Diário Digital

2023/03/19

Estrutura gigante de vigilância dá à costa em Esposende

 A peça tem cerca de um ano e foi instalada para vigiar um parque na costa.

Uma estrutura gigante – de vigilância ao que tudo indica – deu à costa na manhã deste sábado numa praia de Esposende.

A situação foi detetada entre o molhe norte de Ofir, na restinga, e a foz do Cávado, em pleno Parque Natural do Litoral Norte (PNLN).

A agitação marítima é a provável culpada de levar a estrutura durante a madrugada para aquela zona. Com mais de 20 metros, a estrutura composta por torre, bóia, barra de estabilização, pertence ao offshore sueco, CorPower, que pretende instalar o primeiro conversor no mar ao largo da Aguçadoura, Póvoa de Varzim.



O capitão do porto de Viana do Castelo, Rui Lampreia, informou que já notificaram o proprietário e que “é uma peça que tem cerca de um ano que foi instalada para vigiar o parque do offshore”.

O proprietário está a procurar uma solução para retirar a estrutura que cedeu à força do mar.

Diário do Minho

2023/03/10

ICNF disponibiliza mais de 10 000 árvores para reflorestar o pinhal de Ofir

 Objectivo passa por iniciar a reflorestação do pinhal de Ofir/Fão.

O ICNF vai disponibilizar e plantar mais de 10 000 árvores, com o objetivo de iniciar a reflorestação do pinhal de Ofir/Fão e vem na sequência da acção, já executada, de controle de espécies invasoras, do projeto RESTLitotal – restauro e reabilitação de habitats degradados do Parque Natural do Litoral Norte. Com esta ação o ICNF pretende reabilitar um dos mais icónicos pinhais do litoral norte, assim como aumentar a biodiversidade florística e consequentemente faunística.
A acção decorreu no dia 10 de Março de 2023, entre as 9.30 e as 12.30 horas, e tem como propósito sensibilizar a população para a preservação do património natural.

CORREIO DO MINHO

2023/02/19

Mais 11 mil camas, entre Vilamoura e Lagos, vão surgir no chamado Zona Terrestre de Proteção

O receio de os direitos adquiridos serem declarados nulos gerou uma corrida à aprovação de velhos projetos. No entanto, a proposta do Programa da Orla Costeira não vai beliscar estes interesses


Vem aí uma nova versão do PROGRAMA DA ORLA COSTEIRA (POC). O receio sobre as possíveis consequências das novas regras acelerou o que ironicamente classificam como "Processo de Betonização em Curso". No troço da costa entre Vilamoura e Lagos, sete grandes projectos de urbanização estão já em fase de avaliação ambiental. Saõ mais 11 mil camas, que se vão encaixar na Zona Terrestre de Proteção, a 500 metros da linha da costa, onde se deveria construir segundo as atuais regras.

PUBLICO

2023/01/10

Os dois lados do esporão - O lado prejudicial é sem dúvida maior que o beneficio


 O elemento esporão desequilibra a costa e agride a paisagem, a orla costeira e as correntes marítimas. Resulta uma transformação; emersão, decomposição, submersão e emersão da orla costeira 


Na zona de sedimentação origina o avanço da costa
Na zona de erosão elevada origina o recuo da costa


Os esporões para além de criarem um impacto de desequilíbrio territorial, ambiental e agressão visual, são os causadores de alterações de correntes marítimas e espécies aquáticas tanto animais como vegetais.

Os esporões criam um enorme impacto territorial, ao ponto de canalizarem através das artérias da rede de nível freático que desaguam para o oceano, (em determinados anos) o retorno de águas para o interior da orla costeira, originalizando a canalização de água salgada para zonas onde a cota topográfica é inferior ao nível médio das águas do mar. Isto acontece quando em determinados invernos a carga de água das chuvas não tem vazamento devido a coincidirem com a maré alta, correntes e ventos coincidentes no mesmo momento.

Os esporões são um dos maiores elementos e fatores de desconfiguração e erosão da orla costeira atlântica. 

A proporção beneficio-prejuízo, hoje não há duvida de que é um elemento que cria mais problemas do que, os que resolve.

2023/01/08

Avanço do nível freático salgado para o interior, devido aos esporões

 As fotografias provam e o futuro esclarecerá os trabalhos que a APA e o Ministério do ambiente têm andado a realizar.



A possibilidade do nível freático aumentar para o interior, com a aprovação deste do atual POC aumenta substancialmente. Os terrenos agrícolas, os poços de água potável e toda a rega nos campos chamados "maceiras", famosos pela suas produções hortícolas, ficarão ameaçados, podendo chegar ao ponto de ficarem estéreis, consoante a sua aproximação ao mar.

Alagamento da área dunar - Pedrinhas
Alagamento da área dunar - Pedrinhas
O pinhal vira pântano - Pedrinhas

Com a probabilidade de futuros anos de seca, com a diminuição dos caudais dos rios e a redução da precipitação, vai aumentar o avanço da água salgada nos lençóis freáticos. O aumento da água salgada nestas circunstâncias já foi alertado por especialistas já à vários anos (ver notícia). Este Plano de Orla Costeira desconhece que o nível de cota que fica a nascente do Lugar das Pedrinhas e Cedovém é inferior ao nível médio da água do mar, e passa em branco por este ponto de elevadíssima importância.


No esclarecimento do atual POC, no auditório de Esposende ficou claro que as zonas de risco se devem aos esporões.


As autoridades insistem em manter o esporões, incluindo o das Pedrinhas.



Blogue Pedrinhas & Cedovém