INTRODUÇÃO

Pedrinhas e Cedovém são dois Lugares à beira mar, situados entre Ofir e a Apúlia, no concelho de Esposende - PORTUGAL.

Localizam-se num lugar calmo em cima do areal, onde pode almoçar e jantar com uma gastronomia típica local e poder usufruir de uma paisagem natural marítima Atlântica a uma temperatura do Litoral do Sul da Europa .
Onde construções CELTAS desabrocham de fundações milenares, que resulta uma relação de interligação com a paisagem. Os caminhos e os percursos de acesso ainda se encontram em areia e criam uma composição que conjuga de forma perfeita entre a topografia e época das construções, o que dá um cunho único ao Lugar. Se estivermos acompanhados com alguém especial, imediatamente nos apaixonamos e nunca mais conseguimos cortar o "cordão umbilical" com este LUGAR cheio de magia e de uma beleza natural única.

domingo, 27 de setembro de 2015

Após 33 anos, Super Lua e Eclipse Total da Lua acontecem em simultâneo

Na madrugada de 28 de setembro teremos um dos mais extraordinários e mais aguardados acontecimentos astronómicos do ano: a ocorrência de Super Lua em simultâneo com um Eclipse Total do astro.
Este fenómeno aconteceu apenas 5 vezes no século XX, e o último ocorreu em 1982. Tal fenómeno só vai voltar a acontecer em 2033.

O que é uma Super Lua e tudo que precisa de saber sobre o assunto

A Super Lua é uma Lua Cheia ou Lua Nova no seu ponto mais próximo da Terra. A Super Lua aparece-nos aproximadamente 12 a 14% maior e 30% mais brilhante.
  • A Super Lua acontece na noite de 27 para 28 de setembro, 2015
  • A Lua estará eclipsada por mais de 3 horas.

A órbita da Lua em torno da Terra não é um círculo perfeito, mas elíptico. O que faz com que por vezes a Lua esteja mais perto da Terra.
Isto significa que a distância entre a Lua e a Terra varia ao longo do mês e do ano. Em média, a distância é de cerca de 382,900 km.
Quando uma Lua Cheia coincide com uma maior proximidade da Terra, chama-se Super Lua, precisamente porque a Lua parece maior do que o habitual.
O termo Super Lua foi criado pelo astrólogo, Richard Nolle, em 1979.
Atualmente não há normas oficiais para definir quão perto, ou longe, a Lua deve de estar para se qualificar como Super Lua.
Um eclipse lunar ocorre quando a Terra está posicionada entre o Sol a Lua, e esta é ocultada totalmente ou parcialmente pela sombra da Terra.
Porque alguns dos raios de sol ainda conseguem passar a curvatura da Terra, a lua permanece visível. No entanto, a luz, que passa através da atmosfera, assume uma cor avermelhada – por isso há quem a chame de Lua de sangue.
O eclipse lunar será visível em Portugal continental e insular, na Europa Ocidental, América do Sul e Central, leste da América do Norte e África Ocidental,
Em Portugal, o início do eclipse total ocorre às 3h11min e o máximo do eclipse às 3h47min. Pelas 3h50min acontece o instante da fase de Lua Cheia e dá-se o eclipse da Super Lua. Pelas 4h24min termina o eclipse total e a lua sairá da sombra, perdendo o tom avermelhado.
A melhor ocasião para observar a Super Lua, normalmente é no seu nascimento, que no dia 27, em Portugal, acontece às 19h10min.
Para saber se vai poder assistir ao fenómeno, verifique as condições do tempo em pt.euronews.com
Se as condições meteorológicas não o permitirem, pode acompanhar em direito no streaming do NASA

sábado, 26 de setembro de 2015

Um brinquedo de €360.000.000

O maior iate à vela do mundo chama-se White Pearl e pertence ao multimilionário russo Andréy Melnichenko. A construção começou em 2012, mas só esta semana foram divulgadas as primeiras imagens a sair do estaleiro para provas no mar. Lá dentro há piscina e discoteca - e bem mais

NDR 1 NIEDERSACHCHSEN

O design do barco foi pensado para luxo e lazer. É da autoria do famoso designer francês Philippe Starck e foi construído no estaleiro naval de Nobiskrug, na Alemanha.
O iate tem oito andares, 142 metros de comprimento, 24,8 de largura e pesa 14 mil toneladas. O casco é em fibra de carbono, a estrutura de aço e decks de teca. Tem três mastros, cada um com 91 metros de altura.
Puxado por dois motores a diesel e dois motores elétricos, que impulsionam as cinco hélices, o barco tem capacidade para atingir uma velocidade máxima de 24 milhas por hora (44 km/h).
Segundo descreve o “Daily Mail”, o interior é luxuoso, quase não tem corredores, mas sim "lofts". O iate tem um heliporto, três piscinas, uma delas com fundo de vidro, seis suites, uma discoteca e ainda uma sala de observação subaquática com uma das maiores peças de vidro curvo alguma vez construídas. Tudo para ter uma vista privilegiada do fundo do mar.
Todo este espaço pode albergar 20 convidados e uma equipa de 54 elementos.
Andrey Melnichenko, de 43 anos, nasceu na Bielorrússia e foi considerado pela revista Forbes a 97ª pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna avaliada em mais de 8 mil milhões de euros.
O multimilionário fundou a empresa de produção de fertilizantes EuroChem, a produtora de carvão Suek, o gerador de energia SGK e a exportadora de sistemas de tubulação TMK.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Tribunal suspende demolição de mais 41 casas na ilha algarvia do Farol

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé suspendeu o processo de demolição de mais 41 casas, todas de primeira habitação, na Ilha do Farol, concelho de Faro, disse hoje à Lusa o presidente de uma associação local


O mesmo tribunal já havia tomado em abril uma decisão semelhante para 137 casas localizadas naquela ilha-barreira da Ria Formosa - onde existem 176 edificações -, cujos proprietários interpuseram providências cautelares, na sequência do anúncio da tomada de posse administrativa das habitações por parte da Sociedade Polis.

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação da Ilha do Farol de Santa Maria, Feliciano Júlio, explicou que das 55 casas de primeira habitação existentes na ilha, falta apenas ao tribunal dar resposta às providências cautelares interpostas pelos donos de seis casas, havendo ainda quatro cujos proprietários não avançaram com providências cautelares.


"Existem oito habitações, das quais quatro são de primeira habitação, relativamente às quais os proprietários ainda não interpuseram providências cautelares em tribunal, porque a Sociedade Polis até ao momento não proferiu a decisão final e não lhes enviou a carta a dizer que vai tomar posse administrativa", esclareceu.


A posse administrativa das habitações pela Sociedade Polis Litoral Ria Formosa chegou a estar marcada para os dias 27 de abril e 06 de maio, mas nunca se concretizou, apesar de a Polis, sociedade que se extingue a 31 de dezembro de 2015, ter contestado a decisão do tribunal.

Em maio, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé também aceitou uma providência cautelar apresentada pela Câmara de Olhão em defesa do 'habitat' do camaleão, decisão igualmente contestada pela Polis, pelo facto de a Ilha do Farol pertencer a Faro e não ao concelho vizinho de Olhão.


Como tal, a Associação da Ilha do Farol de Santa Maria decidiu apresentar uma providência baseada nos mesmos argumentos, que foi aceite, na passada semana, pelo mesmo tribunal, dando razão aos moradores, acrescentou Feliciano Júlio.
Aquele responsável disse à Lusa que, caso mude o Governo nas próximas eleições de 4 de outubro, os moradores da Ilha do Farol estão "abertos ao diálogo", já que com o atual Governo não existe possibilidade de dialogar.

"Não há diálogo, o único é deitar abaixo sem um argumento plausível ou credível", refere, observando que o processo vai agora resolver-se nos tribunais, o que pode demorar ainda dois ou três anos.

Feliciano Júlio acredita que a Sociedade Polis, que acaba no final do ano, já não terá tempo para concretizar as demolições, problema que talvez "nem o próximo Governo consiga resolver".

Enquanto não existe uma decisão judicial efetiva, Feliciano Júlio promete não baixar os braços e diz estar determinado a ir "até às últimas consequências", admitindo a hipótese de recorrer aos tribunais europeus.

O processo de renaturalização da ria Formosa, lançado pelo Ministério do Ambiente, através do programa Polis, prevê a demolição de um total de 800 construções nos núcleos urbanos das ilhas-barreira da Ria Formosa.

domingo, 20 de setembro de 2015

PDM de Esposende entra em vigor a 23 de Setembro


Após um moroso processo de revisão, que se prolongou ao longo de doze anos, o Plano Diretor Municipal (PDM) de Esposende entrará em vigor na próxima quarta-feira, dia 23 de setembro, decorrido o prazo legal após a publicação do documento em Diário da República. O documento foi publicado na 2.ª série do Diário da República n.º 183, de 18 de setembro de 2015.

Depois de uma longa espera, este instrumento de planeamento e gestão urbanística do território concelhio está, assim, prestes a entrar em vigor, possibilitando a concretização de um conjunto de procedimentos, de que são exemplo os planos de urbanização e de pormenor. A partir do dia 23, os munícipes que tanto aguardaram por este momento poderão dar entrada com os seus pedidos de licenciamento.

Espera-se agora um período de transição e de adaptação ao novo documento, que define as diretrizes em termos de planeamento, preconizando um desenvolvimento integrado e sustentável do concelho. No sentido de informar e dar a conhecer o novo documento, o Município tem previsto realizar sessões de esclarecimento, dirigidas nomeadamente aos técnicos da área urbanística que trabalham com a Câmara Municipal de Esposende.

O Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, expressa a sua satisfação pela conclusão deste processo, dizendo que “a entrada em vigor do PDM é a concretização de um anseio há muito aguardado e representa o culminar de um longo e difícil processo, que exigiu muito trabalho, empenho e determinação por parte do Município”. O Autarca refere que “damos agora entrada num novo ciclo, que irá trazer um outro impulso ao progresso e desenvolvimento do concelho”, assinalando que “o novo documento preserva os valores ambientais únicos do território concelhio, ajusta os perímetros de construção e aumenta as áreas industriais do concelho, visando um desenvolvimento equilibrado e ajustado”.

Recorde-se que o processo de revisão do PDM ficou concluído no passado dia 26 de junho, com a aprovação do documento pela Assembleia Municipal, por maioria, registando apenas o voto contra da CDU, tendo sido anteriormente aprovado, por unanimidade, na Câmara Municipal, votações que expressam o grande consenso alcançado.

Durante o período de discussão pública, que decorreu entre 16 de outubro e 26 de novembro de 2014, registou-se a participação e contributo de 316 munícipes, sendo que 30% das pretensões apresentadas foram atendidas.

*** Nota da C.M. de Esposende ***

O NOVO PDM RECONHECE LUGAR DAS PEDRINHAS COMO CONJUNTO DE PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO


LEGENDA

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Chuva e vento forte para hoje


O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou esta segunda-feira sob aviso vermelho, de situação meteorológica de risco elevado, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Vila Real.


Proteção Civil alerta para ventos fortes, chuva e agitação marítimaProteção Civil alerta para ventos fortes, chuva e agitação marítimaOs distritos do litoral norte já estavam na manhã de hoje sob aviso laranja, o segundo mais grave numa escala de quatro, mas na última revisão o IPMA colocou-os sob aviso vermelho, o mais grave, devido a previsões de chuva e vento fortes para os próximos dias.
Os distritos de Bragança, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra e Castelo Branco estão sob aviso laranja (estavam sob aviso amarelo). O aviso amarelo é o terceiro mais grave e implica risco para determinadas atividades. Leiria aparece na página da internet do IPMA sob aviso amarelo.

De acordo com um comunicado do IPMA o agravamento das condições para os próximos dias, especialmente para terça-feira, deve-se à passagem de uma depressão com origem no ex-ciclone tropical Henri, centrada hoje a norte dos Açores.


Chuva até quarta-feira
A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) alerto, entretanto, esta segunda-feira, para "um agravamento excecional" das condições meteorológicas no norte e centro nos próximos três dias, com chuva forte, ondas até quatro metros e vento com rajadas até 130 quilómetros.Os efeitos da depressão irão prolongar-se até ao fim de quarta-feira e traduzem-se por precipitação forte e vento intenso nas regiões a norte do Mondego, diz-se no comunicado do IPMA.

As regiões do Minho, Douro e Beira Litoral, na tarde e na noite de terça-feira, vão ser as mais atingidas, com precipitação que pode ultrapassar os 100 mililitros em 24 horas.

O vento forte chegará ao litoral logo na manhã de terça-feira e deve prolongar-se até ao fim da manhã de quarta-feira. A região sul será menos afetada mas no norte as rajadas serão na ordem dos 90 quilómetros a norte do rio Mondego, com rajadas superiores a 110 quilómetros nas terras altas.


"Agravamento excecional"
Num aviso à população emitido ao início da tarde, e baseando-se nas previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a ANPC lembra que a partir da próxima madrugada e até à tarde de quarta-feira pode ocorrer precipitação forte e muito forte. O vento soprará forte de forma persistente, até 100 quilómetros por hora, podendo atingir os 130 nas terras altas.

"Não são de excluir eventuais fenómenos extremos de vento", alerta a ANPC, que chama a atenção para efeitos como formação de lençóis de água nas estradas, cheias rápidas em meio urbano, inundações, danos em estruturas montadas ou suspensas e "galgamento costeiro".

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A minha praia dos mudos


Passo estes últimos dias de agosto numa praia entre Apúlia e Ofir, situada num lugar chamado Cedovém, zona que, todavia, é popularmente conhecida por praia dos “Mudos”. 

Conhecem-na deste mo­do não porque aí houvesse alguma concentração, ocasional ou permanente, de surdo-mudos, mas a propósito de um casal constituído por um mudo e uma muda, a quem se deve o nascimento, ali, a meio caminho da estada marginal que liga as duas referidas localidades de veraneio, de uma ele­vada concentração de restaurantes em que há de tudo, mas onde o peixe e o marisco pontificam.
Como, desde miúdo, em agosto frequento a Apúlia, onde já então assentava arraiais mas com frequentíssimas deslocações pedestres a Fão, sei, porque vi, como tudo começou e chegou ao que agora é. 
A estrada era, e continua a ser, se que bem que um pouco menos, ladeada de pinhal em quase toda a sua extensão, ao qual muita gente afluía, como ainda agora acontece, para fazer piquenique, assim fugindo à canícula do interior, e, além disso, porque a zona é convidativa para tão aprazível atividade - a de comer um farnel e sucumbir depois, por bom tempo, a uma modorrenta. 
O casal de mudos, apercebendo-se da fre­quência com que os farnéis acabavam antes do tempo, fosse por serem exíguos, fosse porque a comezaina se prolongava para além do previsto, fosse porque a modorra, filha de fome saciada, se fizesse mãe de nova fome por saciar, tratou de, mesmo ali na borda da estrada, transformar dois bidões em grelhadores e neles assar frangos que vendiam aos piquenicantes carecentes de aprovisionamento. 
A coisa pegou de tal maneira, que os Mudos rapidamente melhoraram e ampliaram o negócio.
Poucos saberão o nome dele e o nome dela, porque toda a gente, incluindo os filhos, assim lhes    passaram a chamar - os Mudos, a Muda, o Mudo - sendo por Mudo que também a Muda se referia ao marido; é que ela, apesar de tão surda-muda como ele, conseguiu aprender a falar de modo absolutamente percetível. Já ele apenas emitia grunhidos, usando como complemento uma linguagem gestual engraçadíssima, que em outra crónica tentarei descrever.
Algum tempo depois, aos bidões acrescentaram uma simplicíssima mesa corrida com os respetivos bancos, a que se seguiu, em fase subsequente mas próxima, uma cobertura em chapa ondulada, suportada por quatro resistentes esteios de madeira, tendo adicionado sardinhas à ementa.
Porque frango era já o que os farneleiros costumavam trazer consigo, rapidamente as sardinhas suplantaram os galináceos como prato reclamado, até porque os Mudos demonstravam queda especial para a assadura do popularíssimo e tão querido animal marinho.
     Tempo passado, por causa do vento, os Mudos ergueram um tapume do lado norte da estrutura e depois, porque ventos há-os de todos os quadrantes, completaram o tapamento e, assim, pouco a pouco, construíram algo como que um restaurante, de tal modo que muitos veraneantes deixaram de trazer farnel, preferindo sobretudo sardinhas, mas igualmente o inicial frango, aquelas é este acabadinhos de assar na brasa, para comerem, na hora, entre os pináceo arvoredo. O casal batizou o estabelecimento de “Bar dos Mudos”, e só muito mais tarde o apodaram de restaurante, ainda que havia muito já o fosse. 
Houve quem se apercebesse de que os Mudos já não davam vazão à clientela e, por isso, lhes seguisse as pisadas, erguendo estruturas que, com o tempo, foram transformando em verdadeiros edifícios, todos, Mudos incluídos, tendo alargado o cardápio com o notoriamente fiel e amigo bacalhau, para além de terem introduzido logo a seguir as carnes, começando pelas fêveras e barrigas de porco.
Aliados aos pescadores artesanais do lugar, os restauradores fizeram aparecer as entradas e lanches de camarão, navalheiras, percebes, mexilhões, enfim, toda a sorte de frutos do mar ao pé da costa e à mão dos ditos mareadores. 
Assim foram, uns a seguir aos outros, ao longo dos anos, nascendo os restaurantes que, principalmente aos fins de semana todo o ano, e todos os dias da semana enquanto o verão dura, fazem afluir a Cedovém muitas e muitas centenas de pessoas. Verdadeira romaria de crentes nas virtudes da gastronomia popular. 
Porém, ainda que cada restaurante tenha o seu nome, diferente dos demais, a verdade é que ainda hoje, como há décadas acontece, oiço amigos e conhecidos dizerem que foram comer sardinhas aos Mudos, sendo que com a expressão não significam já aquele específico restaurante que, este ano, por razões conjunturais passou de “Os Mudos” para “O Mudo”, mas sim qualquer um daqueles que ali prestam o louvável serviço de satisfazer quantos, na busca da satisfação de legítimos desejos de comer bom peixe e bom marisco, se deslocam a Cedovém. 
Os Mudos já morreram, ele antes dela; ficaram-lhes, no negócio, primeiro um filho, que morreu novo, depois outro, que ia matando o restaurante com bons carros e casa rica, restaurante que,  já em estado de coma, acabou por arribar, e de que maneira, voltando a uma vida pujante, agora nas mãos da viúva do filho que morreu.
Confio, pois, que, quando me perguntarem qual é a minha praia, continuarei a poder responder, com a certeza de que me entendem e sabem de que sítio falo, que é  a “praia dos Mudos”. 
                                       
Ofir, dia de S. Bartolomeu, ano de 2015. 
António Mota-Prego
a.motaprego@gmail.com

terça-feira, 8 de setembro de 2015

É um dever inventariar o Sargaceiro e registar tudo que envolva na lista do Patrimônio Cultural Imaterial



No dia 4 de Agosto saiu o Decreto-Lei 149/2015, onde finalmente o Governo Português vem reconhecer a importância do Patrimônio Cultural Imaterial com disposições nacionais e internacionais da cultura portuguesa e possibilitar o inventariar numa base de dados de acesso público.




A história do sargaceiro necessita de ser inventariada, defendida e guardada na lista do patrimônio cultural imaterial, designadamente o seu lugar de origem, (Lugar das Pedrinhas e Cedovém e não os moinhos de vento como em tantas imagens aparece, pois a sua função é moer o grão e em nada têm a haver com o sargaceiro).

As técnicas Mafalda Carneiro e Maria Athayde e Melo do Ministério da Cultura / Direção Regional de Cultura do Norte já afirmaram:





Hoje qualquer esposendense, fãozense, apuliense ou qualquer outro munícipe do concelho, como a autarquia, as juntas e associações tem o dever de levar a sua quota-parte de obrigação, para que seja inventariado este patrimônio cultural desta atividade agromaritima, da apanha do sargaço.

É urgente preservar a identidade do sargaceiro para as gerações vindouras e manter esta memória coletiva de homens e mulheres que durante centenas de anos estiveram ligadas ao mar e à sua querida terra.

«Só podemos pedir respeito se nós próprios nos respeitarmos»

"Eu sei donde vim
sei onde estou 
sei para onde quero ir"


ARQ.ACM

Protesto dos lesados do BES obriga a reforço de segurança de Portas


Paulo Portas teve de ser escoltado pela polícia, este domingo, à saída do hotel de Ofir, onde decorreu a Escola de Quadros do CDS. Os ânimos exaltaram-se durante a manifestação dos lesados do antigo BES.


terça-feira, 1 de setembro de 2015

CDS-PP faz rentrée em Ofir com ministros da coligação

A segunda edição da Escola de Quadros decorre entre quinta-feira e domingo, com 120 alunos inscritos.

A escola de quadros do CDS-PP, a rentrée do partido, levará a Ofir a partir de quinta-feira ministros centristas, o social-democrata Jorge Moreira da Silva, o economista João Duque, o actor Nicolau Breyner e o escritor João Pereira Coutinho.
A segunda edição da Escola de Quadros faz o regresso a um lugar significativo para os centristas, Ofir, célebre por ser o lugar de reunião do grupo liderado por Francisco Lucas Pires, conhecido como Grupo de Ofir, em que entre 1984 e 1985 debateram Paulo Portas, Bagão Félix, Rui Moura Ramos, José Luís Vilaça, Lobo Xavier, Fernando Adão da Fonseca e António Borges.
Lobo Xavier, apresentado por António Pires de Lima, fará precisamente este percurso "de Ofir a Ofir", num jantar-debate que discutirá as "constantes da relevância do CDS", no segundo dia de aulas, na sexta-feira.
De acordo com fonte do partido, a procura duplicou face ao ano passado, e irá contar com 120 estudantes.
O livro dos 40 anos do CDS, falado desde que as comemorações começaram há um ano, será lançado durante a escola de quadros, com textos dos ex-presidentes do partido e do actual líder e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.
A segunda edição da Escola de Quadros começa na quinta-feira e encerra no domingo, com Paulo Portas. Na abertura, haverá um jantar-debate sobre o futuro da Europa, com o ministro do PSD Jorge Moreira da Silva, apresentado pelo eurodeputado centrista Nuno Melo, que este ano esteve na Universidade de Verão do PSD, com quem o CDS-PP está na coligação Portugal à Frente que concorre às eleições legislativas.
Na sexta-feira, a ministra e dirigente do CDS-PP Assunção Cristas presta contas sobre o que foi feito com o manifesto eleitoral do partido de 2011 e haverá uma aula para "saber falar de política em público", com o actor Nicolau Breyner, que no passado já foi candidato autárquico do CDS, e o líder do CDS-Madeira, José Manuel Rodrigues, antigo jornalista da RTP e responsável pela apresentação do noticiário no arquipélago.
O dia servirá também para debater as perseguições a cristãos e a liberdade religiosa, com Catarina Martins Bettencourt, da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, apresentada por Teresa Anjinho, e o empreendedorismo, com responsáveis das empresas Meia.Dúzia, ColorADD e Celoplás, apresentados pelo secretário de Estado da Economia, Leonardo Mathias.
No sábado, o ministro e dirigente Luís Pedro Mota Soares, fará o "escrutínio e avaliação do programa do PS", apresentado pelo secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, e haverá uma sessão com o economista João Duque com o tema Tudo o que sempre quiseste saber sobre a dívida pública (e não tinhas a quem perguntar).
À noite, o jantar-debate andará "às voltas com uma palavra difícil: conservadorismo", com o escritor e cronista João Pereira Coutinho, autor do ensaio Conservadorismo, que no Brasil foi publicado com o título As Ideias Conservadoras - Explicadas a Revolucionários e Reacionários. Pereira Coutinho será apresentado por Telmo Correia, presidente do Conselho Nacional do CDS-PP.
No domingo, antes do encerramento, pelo presidente do partido, Paulo Portas, decorre ainda uma aula sobre como defender uma "boa ideia" em cinco minutos, com os deputados Teresa Caeiro, Hélder Amaral e Michael Seufert.

Erosão Costeira

O ministro do Ambiente revelou ontem em Viana do Castelo que o Governo se prepara para apresentar, em setembro, uma candidatura de 200 milhões de euros aos novos fundos europeus, montante a investir até 2020 na proteção costeira


"Temos já prevista para setembro a apresentação de uma candidatura dos novos fundos europeus para avançar com intervenções prioritárias no litoral. Ao mesmo tempo que estamos a investir com os fundos existentes do Programa Operacional Temático de Valorização do Território (POVT), estamos já a abrir candidaturas aos novos fundos para que não haja nenhum hiato ao nível dos projetos do litoral", afirmou Moreira da Silva O governante, que falava em Castelo de Neiva, no concelho de Viana do Castelo, à margem da visita que realizou às três obras em fase de conclusão na frente marítima e núcleo urbano da Pedra Alta, orçadas em 2,3 milhões de euros, sublinhou que aquele montante terá como prioridade "a proteção de pessoas e bens, e não o embelezamento".
"Do lado do Estado os investimentos estratégicos são de resiliência, e proteção do território, para mitigar efeitos das alterações climáticas. Os 200 milhões de euros estão totalmente alocados à proteção costeira", frisou.
O governante adiantou que aquela candidatura resulta da "capacidade para antecipar as tendências futuras, e da investigação do grupo de trabalho do Litoral, liderado pelo professor Filipe Duarte Santos, que "antecipou os riscos que a costa portuguesa enfrenta, identificou a necessidade de alimentação artificial, e de reequilíbrio dos nossos sedimentos".
"A costa norte tem uma complexidade e vulnerabilidade conhecida, quer pela erosão costeira quer pelo forçamento oceânico e varrimento dos nossos sedimentos", explicou.
Além de Viana do Castelo, Moreia da Silva visitou em Caminha as obras da Polis Litoral Norte, de recuperação do sistema dunar da Duna dos Caldeirões e valorização ecológica do pinhal da Gelfa.
As intervenções na Duna dos Caldeirões representam um investimento de 426 mil euros e Pinhal de Gelfa, de 313 mil euros.


Além de Caminha e Viana do Castelo, também o concelho de Esposende integra a zona de intervenção da Polis Litoral Norte, onde, segundo o ministro do Ambiente, foram investidos nos últimos seis anos cerca de 30 milhões de euros em zonas costeiras de risco.