Decorreu esta manhã, dia em que se comemora o Dia Mundial do Ambiente, uma
visita à Foz do Rio Âncora, local onde está a decorrer a empreitada de Reforço e
Proteção dos Sistemas Dunares e Renaturalização de áreas naturais degradadas -
2ª Fase. Esta visita fez parte do périplo que o Conselho de Administração da
Polis Litoral Norte - Sociedade para a Requalificação e Valorização do Litoral
Norte fez às obras em curso nos Municípios de Caminha, Viana do Castelo e
Esposende.
A Polis Litoral Norte está a investir no concelho de Caminha
mais de um milhão de euros.
ecutada a empreitada de Reforço e Proteção dos
Sistemas Dunares e Renaturalização de áreas naturais degradadas - 2ª Fase.
Continuou em Viana do Castelo com uma visita ao núcleo de Pedra Alta, onde estão
a decorrer as empreitadas de Reordenamento e Qualificação da Frente Marítima, de
Reestruturação e Consolidação do Quebramar, de Reforço e Proteção dos Sistemas
Dunares e Renaturalização de áreas naturais degradadas.
Terminou em Ofir,
Esposende, onde a Polis Litoral Norte está a proceder às empreitadas de
Manutenção e Reforço do Cordão Dunar da Restinga de Ofir e Reforço do Sistema
Dunar e Proteção da Linha de Costa da Praia de Ofir - Fases 2 e 3.
Assim, em
Vila Praia de Âncora, a visita contou com a presença do vice-presidente da
Câmara de Caminha, Guilherme Lagido; dos presidentes de Câmara de Viana do
Castelo, José Maria Costa e de Esposende, Benjamim Pereira; do presidente do
Conselho de Administração da Polis Litoral Norte, Pimenta Machado; da Direção de
Gestão de Projetos Norte da ParquExpo, Eurico Costa; presidente da Junta de
Freguesia de Vila Praia de Âncora e técnicos da Polis Litoral Norte. O objetivo
da deslocação foi verificar in loco a evolução das obras de Reforço e Proteção
dos Sistemas Dunares e Renaturalização de Áreas Naturais Degradadas (2.ª fase)
Foz do Rio Âncora.
Sobre a obra, Guilherme Lagido explicou: “trata-se de
uma obra complexa em termos de engenharia e em termos ambientais e acrescentou:
“penso que a intervenção irá sortir bom resultado”. Quanto ao andamento dos
trabalhos, o vice-presidente realçou: “neste momento a obra circunscreve-se à
reposição de areia e à eliminação das infestantes”.
Esta intervenção no
valor de 402.848 € contempla medidas corretivas de erosão superficial e ações de
reordenamento de áreas construídas em zonas de risco e consequente reposição das
condições de ambiente natural, nomeadamente a consolidação e fixação de margens
do rio Âncora, com recurso a técnicas de bioengenharia; a construção de um
esporão deflector na margem esquerda do rio Âncora, em enrocamento e estacas com
vegetação plantada; a reabertura do leito secundário do Rio Âncora; a
movimentação de areias na praia para reforço do cordão dunar; e a colocação de uma cortina de paliçadas na área do anterior rompimento da Duna, por
forma a favorecer a retenção de areias nessa zona.
Estão ainda previstas
ações como a construção de passadiços sobrelevados de acesso à praia; a
construção de um observatório da natureza, no remate do passadiço sobrelevado da
Duna do Caldeirão; diversas limpezas de espécies exóticas infestantes arbóreas e
herbáceas; a renaturalização do acesso rodoviário existente na parte terminal da
Rua de Águas Férreas; e a colocação de painéis informativos dos valores naturais
presentes.
Recorda-se que, na primeira fase, foram garantidas as
condições imediatas de segurança na zona, através da restituição do curso do rio
pelo desassoreamento da sua foz, da deposição dos volumes de areia resultantes
daquela escavação no reforço do cordão dunar e da desmontagem de infraestruturas
colapsadas, garantindo assim o usufruto daquele espaço durante a época balnear
de 2014.
Para além do Reforço e Proteção dos Sistemas Dunares e
Renaturalização de áreas naturais degradadas - 2ª Fase, no âmbito da Polis
Litoral ainda estão em curso as empreitadas “Infraestruturas associadas à
utilização da Praia da Gelfa” e “Recuperação, proteção de sistemas dunares
degradados e renaturalização dos Rochedos de Santo Isidoro”.
A empreitada
“Infraestruturas associadas à utilização da Praia da Gelfa” vai custar 312.573 €
e engloba três ações: redefinição dos limites do equipamento desportivo;
regulação do acesso viário e disponibilização de área de estacionamento de apoio
quer ao equipamento desportivo quer aos utilizadores da praia.
A
“Recuperação, proteção de sistemas dunares degradados e renaturalização dos
Rochedos de Santo Isidoro” orçada em 421.077€ é uma “intervenção importante, de
grande envergadura e de grande extensão. É uma obra de proteção costeira, que
vai desde Moledo a Vila Praia de Âncora. Facilita o acesso e defende os valores
naturais que ali estão em presença”, sublinhou Guilherme Lagido.
Esta
empreitada contempla a criação de uma barreira física que permite a proteção dos
ecossistemas costeiros existentes, bem como a recuperação das suas
caraterísticas naturais através do corte de espécies exóticas infestantes e
colocação de delimitadores de circulação motorizada. Contempla ainda um percurso
pedonal e clicável e leitores de paisagem, em pontos de observação dos valores
biofísicos e culturais, juntos aos rochedos emersos e à Capela de Santo
Isidoro.
Estas intervenções estão orçadas em 1.136.498 € e são
financiadas pela União Europeia através do Programa Operacional Temático de
Valorização do Território em 85% e pelo Estado Português em 15%.
*** Nota
da C.M. de Caminha ***
